Qual economia mais vai crescer em 2026? Países asiáticos lideram projeções da OCDE
A Índia deve registrar o maior crescimento econômico entre países de destaque, segundo a nova projeção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada nesta quarta-feira, 23. A organização projeta avanço de 7,1% para o país, seguido por Indonésia, com 5,2%, e China, com 4,5%.
A Índia, portanto, deve crescer mais que o dobro da economia global, cuja expansão está estimada em 2,9%. O país também aparece entre as economias de crescimento mais rápido em meio a um cenário internacional marcado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio e pela pressão sobre os preços de energia.
Para 2027, porém, a previsão para a Índia é de desaceleração para 6,5%. Segundo a OCDE, a redução do poder de compra deve pesar sobre a atividade na segunda metade de 2026, antes de uma recuperação gradual no ano seguinte. A Índia também aparece no radar dos mercados diante dos efeitos da alta do petróleo.
Indonésia mantém crescimento acima de 5%
Outra economia de destaque, a da Indonésia deve crescer 5,2% em 2026, segundo a OCDE. Para 2027, a previsão é de uma leve desaceleração, para 5,1%.
A organização afirma que melhores termos de troca devem continuar favorecendo os investimentos no país. A Indonésia também está entre as economias emergentes cuja atividade foi sustentada pela demanda doméstica e por medidas de apoio diante dos preços mais elevados de energia.
China cresce, mas perde ritmo
Na China, a expansão deve chegar a 4,5% em 2026, antes de recuar para 4,2% em 2027. A economia chinesa, portanto, segue crescendo acima da média mundial, mas apresenta uma trajetória de desaceleração.
Segundo a OCDE, o avanço da atividade na China foi ajudado pelo desempenho da produção e das exportações relacionadas à tecnologia. Ao mesmo tempo, o crescimento dos investimentos deve ser limitado por políticas do governo voltadas a conter o excesso de capacidade produtiva.
E o Brasil?
No Brasil, a OCDE projeta crescimento de 2% em 2026 e 1,9% em 2027. A estimativa brasileira foi revisada para cima em relação à previsão anterior. A OCDE elevou a projeção para o PIB brasileiro ao avaliar que a economia tem mostrado resiliência diante dos choques de energia.
A organização destaca o papel da demanda doméstica e das políticas governamentais para amortecer o impacto dos preços mais altos sobre famílias e empresas. Em comparação com as principais economias, a previsão para o Brasil supera a da zona do euro, estimada em 1% em 2026, mas fica abaixo dos principais mercados emergentes de crescimento mais acelerado.
Nos Estados Unidos, o PIB deve avançar 2,2% em 2026 e 2,1% em 2027. Os investimentos em inteligência artificial ajudam a sustentar a atividade, embora o consumo enfrente limitações decorrentes da perda de poder de compra.
Veja as principais projeções da OCDE
| Economia | PIB 2026 | PIB 2027 | Inflação 2026 | Inflação 2027 |
|---|---|---|---|---|
| Brasil | 2,0% | 1,9% | 5,1% | 4,3% |
| Estados Unidos | 2,2% | 2,1% | 3,6% | 2,6% |
| China | 4,5% | 4,2% | 1,4% | 1,9% |
| Zona do euro | 1,0% | 1,0% | 3,0% | 2,9% |
| Argentina | 2,6% | 3,0% | 30,8% | 20,5% |
| Índia | 7,1% | 6,5% | 4,7% | 4,2% |
| Indonésia | 5,2% | 5,1% | 3,3% | 3,0% |
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