CGU vê refeições sem comprovação e pagamento em dobro em vitrine de Lula

Os agentes da CGU avaliaram as prestações de contas das entidades e acharam fotos repetidas em relatórios de meses diferentes, documentos rasurados, imagens incompatíveis com os cardápios informados e pessoas que disseram não ter recebido as refeições.
O MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) afirmou ao UOL que pediu a auditoria e que as recomendações estão sendo incorporadas ao processo de aprimoramento da política. "O MDS já havia identificado inconsistências relevantes em parte das parcerias analisadas pela auditoria e adotado medidas como suspensão de repasses, bloqueio de contas vinculadas e rescisão de instrumentos", afirmou a pasta, em nota.
Cozinha que nunca funcionou
Um dos casos que chamaram a atenção dos auditores foi relativo à Cozinha Tropical Sabores da Fonte Nova, em Sergipe, que nunca chegou a funcionar, apesar de constar no plano usado para calcular o repasse à unidade gestora.
Diz o relatório da CGU que, em entrevista com a responsável, "foi informado que nunca houve distribuição de refeições no Povoado Fonte Nova [...] bem como que desconhece a entidade gestora Agrobio". A responsável pela cozinha ainda afirmou, segundo a auditoria, que "teve contato com a tesoureira da instituição, entretanto, nunca recebeu quaisquer pagamentos da entidade gestora".
Duas cozinhas em São Leopoldo (RS) receberam por quantidades superiores às contratadas. Uma tinha contrato para 6.000 refeições mensais e foi paga por 7.200. A outra também deveria fornecer 6.000, mas recebeu por 7.334.
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