7h.Hospital Amadora-Sintra. 40% dos utentes são estrangeiros
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18 graus. Muito bom dia, notícias às 7 na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. A presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra admite que o turismo de saúde é um problema e adianta que 40% dos utentes são estrangeiros. Em entrevista ao Observador, Sandra Cavaca revela também um plano para atacar o inverno.
A presidente do Conselho de Administração do Amadora-Sintra, que assumiu funções há seis meses, reconhece que os tempos de espera elevados não são aceitáveis. Sandra Cavaca explica que o hospital foi perdendo clínicos das urgências e que não tem sido possível repor esses profissionais. O Amadora-Sintra voltou a ser notícia nas últimas semanas devido aos elevados tempos de espera nas urgências. É uma das unidades de saúde mais afetadas em Portugal. E Rui Casanova, nesta entrevista ao Observador, a presidente do hospital explica que há várias razões que estão a levar a esta pressão.
O Amadora-Sintra foi criado há 30 anos para servir uma população de 300 mil pessoas. Atualmente, responde ao dobro. Em grande parte, essa pressão sobre o hospital resulta da procura das urgências por parte de uma população que não tem médico de família atribuído. A presidente do Conselho de Administração admite que a imigração vem colocar ainda mais desafios a esta realidade. Em causa, o fenômeno conhecido como o turismo da saúde.
Ou seja, pessoas de outros países que vêm a Portugal, Rui, só para acederem a cuidados de saúde.
Exatamente. E nesta entrevista ao Observador, Sandra Cavaca revela mesmo que há pessoas que vão diretamente do aeroporto para o Amadora-Sintra e que, por vezes, é preciso recorrer ao Google Tradutor para comunicar dentro do hospital. Mas há outros problemas. À cabeça, a falta de recursos humanos. Saíram 11 médicos da equipe fixa da urgência. Neste momento, a equipe tem menos de uma dezena de profissionais. Para funcionar sem constrangimentos, Sandra Cavaca explica que precisaria de 30. Além disso, o Amadora-Sintra está sem diretor de urgência há vários meses, o que a profissional admite que vem dificultar ainda mais o trabalho.
E já falamos aqui, Rui, de um plano para atacar o inverno. Em que consiste e quando vai avançar?
Nesta entrevista ao Observador, Sandra Cavaca revela que quer criar um centro de responsabilidade integrada. Trata-se de um modelo de funcionamento com incentivos financeiros para os profissionais de saúde, para fazer face à dificuldade em reforçar ou repor recursos humanos. Sandra Cavaca tem também em mente outras soluções para reduzir a pressão sobre o Amadora-Sintra, com destaque para um centro de atendimento clínico na Amadora, com consultas marcadas para o próprio dia, a abrir em outubro. O objetivo, explica a presidente do Conselho de Administração, é evitar a deslocação de doentes não urgentes ao Amadora-Sintra. Sandra Cavaca adianta que já está a falar com o presidente da Câmara da Amadora e que já foi encontrado um espaço para instalar este centro de atendimento clínico, semelhante ao que funciona em Sete Rios, ligado ao Santa Maria. Estão também previstos gabinetes de teleconsulta para utentes sem médico e o reforço, a curto prazo, da urgência do Hospital de Sintra, em Algueirão-Mem Martins.
Rui Casanova, com os destaques da entrevista da presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra ao Observador. Recentemente, os tempos de espera estiveram a rondar as 24 horas. O Observador chegou a noticiar mesmo o caso de um doente crónico que passou 36 horas no hospital.
E esta entrevista conduzida pelo jornalista Tiago Caeiro faz manchete a esta hora no site do Observador. No arranque do ano letivo, há centenas de alunos sem vagas na escola pública. Esta situação levou a uma troca de acusações entre PS e PSD. Sebastião Bugalho entende que o líder parlamentar socialista deve um pedido de desculpas ao ministro da Educação.
Em causa, as declarações de Eurico Brilhante Dias, em conferência de imprensa ontem de manhã, afirmou que Fernando Alexandre é candidato a ser o pior ministro da Educação desde o 25 de abril. À noite, em entrevista à SIC Notícias, o porta-voz do PSD garante que todos os alunos vão ter acesso a uma vaga na escola pública e quando isso acontecer, espera que Brilhante Dias peça desculpas.
Parece-me que no caso de hoje, mais uma vez, as previsões e as acusações do doutor Eurico, que é: vai haver alunos em Portugal sem acesso à escola pública e ao ensino obrigatório. Quando isso não acontecer, que é aquilo que eu sei que vai acontecer, isto é, quando os alunos forem colocados na escola, tiverem acesso à sua vaga, à sua turma, estiverem matriculados como devem, pode não ser na escola que tinham como primeira opção, pode ser na que tinham como segunda, não importa, mas quando todos os alunos de ensino obrigatório em Portugal tiverem acesso à escola pública como devem e merecem, eu espero que ele venha pedir desculpa ao ministro a quem hoje chama o pior ministro da democracia desde o 25 de abril.
Sebastião Bugalho acusa o PS de querer criar um clima de alarme junto dos portugueses por tática política. O certo é que o ministro da Educação confirma que nesta altura há centenas de alunos ainda sem vaga no ensino público. O presidente da Associação Nacional dos Diretores de Escolas Públicas diz que os casos se verificam, sobretudo, ao nível do primeiro ciclo, com a vinda de forma inesperada de muitos alunos do privado. Garante que a situação há de ser resolvida com o aumento do número de estudantes por turma, além do que é permitido. Em declarações ao Jornal de Notícias, Filinto Lima explica que a gestão destes casos se tornou mais difícil com a extinção, em julho, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares.
E começam hoje as jornadas parlamentares da Iniciativa Liberal, focadas em reformar o país contra aquilo que o partido descreve como um país sem reformas, liderado por uma maioria de empatas.
São as expressões utilizadas por Mário Amorim Lopes, em declarações à Agência Lusa. O líder parlamentar da IL faz a antevisão das jornadas parlamentares que começam hoje no Porto.
O objetivo da Iniciativa Liberal é focar o país naquilo que verdadeiramente interessa, que é as reformas. É a única forma de nós conseguirmos que o país cresça mais, seja mais próspero, ou seja, que as pessoas tenham mais qualidade de vida, tenham melhores condições, melhores salários, melhores pensões, também, é se recentrarmos o país nas reformas. Esse é o grande objetivo, porque o país neste momento não está ingovernável. O país está irreformável. E está irreformável porque há uma maioria de empatas que não querem que o país mude.
Declarações de Mário Amorim Lopes à Agência Lusa. As jornadas do partido vão estar focadas na fiscalidade, na saúde e na reforma do Estado, com espaço ainda para a Segurança Social e a Justiça. Os trabalhos terminam amanhã no Porto.
Os governos em Portugal estão a ficar cada vez mais velhos, qualificados e partidários. É o que conclui um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre a elite que tem liderado o país nos 50 anos de democracia.
Conclui, desde logo, que ser ministro em Portugal continua a ser um trabalho precário. Diz-nos que, em média, um ministro dura um ano e meio no Executivo. A Fundação Francisco Manuel dos Santos analisou o percurso dos mais de 500 ministros da democracia portuguesa. O perfil traçado é o de um homem de meia-idade, ancorado no Estado. O politólogo António Costa Pinto explica que no recrutamento de ministros os partidos continuam a ser determinantes, mas não só.
Praticamente desde António Guterres, mas já há uma forte presença antes, a tendência para ter muitos ministros que vão buscar à sociedade civil, às profissões, à alta administração pública, tem-se consagrado. Qual é a diferença mais recente que o nosso estudo capta? A diferença mais recente é que os próprios ministros que provêm dos partidos, que provêm de uma carreira política, também têm um perfil mais adequado à pasta.
António Costa Pinto, um dos coordenadores desta investigação da Fundação Francisco Manuel dos Santos. O tema está em destaque na história do dia de hoje. O editor-adjunto de Política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, destaca o facto de os ministros serem hoje mais qualificados.
Intuitivamente diríamos que os políticos hoje são menos qualificados do que eram no início da democracia. Diríamos que tinham menos experiência do que tinham no início da democracia. E este estudo vem desmentir ou desmistificar essas duas intuições que poderíamos ter. Não só os nossos ministros são muito mais qualificados hoje do que eram no início do regime democrático, como também têm muito maior experiência do que tinham anteriormente. Há várias razões para isso. Uma delas, e que me pareceu relativamente interessante, prende-se com o facto de a elite se ter renovado na transição da ditadura para o regime democrático.
Os governos são compostos, na sua maioria, por homens, mas a representação feminina na elite de ministros tem crescido, ainda que em pastas consideradas mais secundárias.
Há mais mulheres a ocuparem cargos ministeriais, mas, sem grande surpresa, infelizmente, quando chegam a esses cargos, têm geralmente mais qualificações do que os seus colegas homens. Portanto, são sobrequalificadas e, regra geral, ocupam pastas que podemos considerar secundárias.
Menos influentes.
Menos influentes, longe dos centros de decisão do governo, longe das pastas com maior importância política. Este é um padrão. Existem exceções à regra, mas este é o padrão identificado pelo estudo da fundação, que no fundo também é um retrato da sociedade que temos.
O editor-adjunto de Política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, na história do dia de hoje, com este estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
E pode ser o início do fim do Reino Unido. Os primeiros-ministros da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte reúnem-se hoje e deverão assinar um memorando de entendimento para o fim da união destes países.
Tem um objetivo comum, a realização de referendos com vista à independência em relação a Londres. Na prática, isto significaria a dissolução do Reino Unido, tal como se conhece hoje. E Maria Miguel Marques, a aproximação à União Europeia também marca o debate.
Os líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte vão assinar uma declaração conjunta centrada em quatro áreas: economia, energia, Europa e relações internacionais e autodeterminação. O objetivo, de acordo com o jornal Telegraph, é aumentar a pressão sobre o governo britânico para que reconheça o direito dos territórios a decidirem o próprio futuro constitucional. E a aproximação à União Europeia está no centro das discussões. A Escócia e o País de Gales defendem uma futura adesão ao bloco comunitário como Estados independentes. Já o partido irlandês Sinn Féin continua a promover a reunificação que permitiria à Irlanda do Norte regressar à União Europeia através da República da Irlanda. Esta cimeira surge poucos dias depois de Donald Trump, durante uma visita a Dublin, ter afirmado que gostaria de ver uma Irlanda unificada, apesar de que o Reino Unido poderia ter algo a dizer sobre isso. Mas o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, admitiu já a possibilidade de um novo referendo escocês, caso exista um consenso claro a favor dessa opção. Os líderes nacionalistas interpretam estas palavras como um sinal de abertura, mas Burnham deixa claro também que um novo referendo está fora de questão até depois das próximas eleições legislativas.
Maria Miguel Marques, com o memorando que deve ser hoje assinado pela Escócia, pelo País de Gales e pela Irlanda do Norte, a exigir a independência do Reino Unido. Os três primeiros-ministros encontram-se hoje em Cardiff. O mote já foi dado pelo líder do governo escocês, que afirma que Andy Burnham pode ficar na história como o último primeiro-ministro do Reino Unido.
São 7h11, Carla, que outras notícias marcam esta manhã?
No futebol, o Sporting empatou na casa do Famalicão, 1 a 1. Os leões distanciam-se assim dos rivais Futebol Clube do Porto e Benfica. A Benfica que antes tinha vencido o Gil Vicente por três gols a um. Os sociais-democratas de centro-esquerda venceram as eleições legislativas na Suécia, ainda com a contagem a decorrer. Estão à frente com 28%, apesar de uma queda de cerca de 2,4%, perante uma votação muito fragmentada. A líder do partido já declarou disponibilidade para coligações à esquerda ou ao centro. Os resultados finais das legislativas suecas devem demorar ainda alguns dias a serem anunciados. E estreia hoje um documentário, o documentário de que se fala, o Joana Marques, sobre o processo judicial com os Anjos. Este documentário explora o impacto social e cultural do caso, é assim que é descrito, e que levou àquela guerra na Justiça, no tribunal, entre a humorista e os cantores.
De certeza que vai falar muito sobre os limites do humor.
Impacto social e...? Impacto social e cultural. E cultural.
E económico, também.
Também.
Talvez.
E judicial. E tudo. Neste documentário, podemos ver os testemunhos de figuras como Manuel Luís Goucha, Ricardo Araújo Pereira, Fernando Alvim ou David Fonseca. De recordar que o impacto económico pode ter a ver também com o espetáculo que Joana Marques fez ao vivo ou que, em sede própria, que inspirou, de facto, este sucesso, esta agenda, o documentário.
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