Ativista Joshua Wong é condenado a mais 10 anos de prisão em Hong Kong
Pouco depois do comunicado divulgado pelo consulado americano, Pequim advertiu que as "partes envolvidas devem respeitar a soberania da China, respeitar o sistema jurídico de Hong Kong e parar de fazer comentários irresponsáveis sobre os julgamentos" na cidade.
Analistas esperavam que Wong fosse libertado em janeiro, após cumprir quatro anos e oito meses de prisão por "subversão", crime pelo qual foi condenado em um julgamento anterior baseado em uma lei de segurança nacional imposta em Hong Kong pela China.
Porém, as autoridades do centro financeiro utilizaram a mesma legislação para acusar novamente o ativista, em junho de 2025, de pedir a outros países e entidades que adotassem sanções contra as autoridades locais e a China.
O magnata pró-democracia Jimmy Lai, fundador do extinto jornal Apple Daily, foi condenado em fevereiro a 20 anos com base na mesma lei.
Wong enfrentava o risco de uma pena de prisão perpétua, mas o tribunal decidiu que "um ponto de partida adequado" eram 13 anos, posteriormente reduzidos para 10 devido à sua declaração de culpa em setembro.
O ativista afirmou em uma carta dirigida ao tribunal em busca de atenuantes, à qual a AFP teve acesso, que esperava sair da prisão em 2027, mas que a nova acusação o fez sentir que havia retornado ao ponto de partida.
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