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Sunday, September 13, 2026

12h. PS acusa Chega de enganar os portugueses

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

É agora meio-dia, vamos às notícias na Rádio Observador. Começamos pelo líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, que acusa o Chega de enganar os portugueses.

Em causa as propostas de descida do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar, propostas apresentadas pelo Chega e que vão a debate no Parlamento a 24 de setembro. Brilhante Dias sublinha que estes dois projetos de lei não vão ser concretizados este ano. Afirma que se trata de uma tentativa de dar um ponto de fuga ao governo e, por isso, reitera que o Chega está a libertar o Executivo de ajudar as famílias portuguesas. Declarações na última hora.

Trata-se, mais uma vez, de dar um ponto de fuga ao governo. Assim foi com a moção de censura, assim foi com o alegado assalto ao gabinete do Chega. E enquanto o PS pensava nas pessoas, pensava no custo de vida e como é difícil suportar, como o custo de vida está a atingir máximos dos últimos três anos, o Chega foi sempre dando um ponto de fuga pra que o governo não assumisse as suas responsabilidades.

Eurico Brilhante Dias esta manhã, na sede do PS, não revela se o Partido Socialista vai votar contra os projetos de lei apresentados pelo Chega e reforça que as propostas do partido de André Ventura não podem ser aplicadas este ano.

O Chega está a libertar o governo do ônus de apoiar as famílias portuguesas e apresenta dois projetos de lei. Dois projetos de lei que serão discutidos, segundo diz, segundo a agenda da Assembleia da República, a 24 de setembro. Nenhum dos dois, não só não terá eficácia em 2026, como não terá a sua votação final global, quanto mais a sua promulgação por Sua Excelência, o senhor Presidente da República, antes de que seja conhecido ou conhecida a proposta de lei do Orçamento de Estado.

Declarações do líder parlamentar socialista na sede do PS, já esta manhã.

A antiga eurodeputada do PS, Ana Gomes, defende que a legalidade do Chega devia ser repensada pelo Tribunal Constitucional.

É uma entrevista à Rádio Observador para ouvir já a seguir a este jornal. Refere que faltou coragem ao Tribunal Constitucional para travar o Chega na origem e recupera este caso para dizer que o Chega não devia ser um partido legal.

Estamos a falar de um partido que foi legalizado com 2500 assinaturas falsas e com um programa que era claramente anticonstitucional, que era nazi, fascista e racista. E o Tribunal Constitucional deu o ok àquilo e não houve um órgão político com uma ponta de coragem que tivesse matado aquele veneno na origem.

Nesta entrevista, a antiga eurodeputada e candidata presidencial fala também sobre Luís Neves. Diz que foi um excelente diretor da Polícia Judiciária, mas considera que a atual situação política é irreparável.

Entrevista de Ana Gomes no "Em 40 Minutos", já a seguir a este jornal. Destaque agora para o debate em torno dos riscos da inteligência artificial. O CEO da Anthropic apela às empresas de IA que diminuam o ritmo com que estão a criar novos modelos.

Dario Amodei já tinha proposto um plano para regulamentar o crescimento da inteligência artificial. Agora, reforça que é necessário ter mais tempo para gerir os riscos. Falou em entrevista à CNN Internacional, propõe que as empresas se coordenem e estabeleçam normas de funcionamento comuns.

Penso que nos devemos focar em escolher a nossa capacidade para optar pelos caminhos certos. E a melhor forma de o fazer é garantir que a indústria trabalhe em conjunto. A indústria tem de trabalhar em conjunto, e é difícil, mas o mundo também tem de trabalhar em conjunto. Se formos demasiado lentos, creio que as pessoas erradas vão acabar por ficar em carregos desta tecnologia. Isso pode elevar as probabilidades de algo correr mal.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa de desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. Este jornal junta-se Pedro Veiga, ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança. Bom dia, bem-vindo à Rádio Observador. Compreende estes avisos ou identifica razões para tantos avisos de tantos líderes de empresas de inteligência artificial durante esta semana?

Sim, eu não sou especialista em inteligência artificial, mas é uma área que acompanho há muitíssimos anos, muito de perto, porque fui professor universitário e foi mais nessa função que dialogava muito com os meus colegas e compreendo estas preocupações. Se bem que devo chamar a atenção o seguinte: hoje em dia também se utiliza o termo inteligência artificial pra quase tudo, porque faz marketing. Eu preocupo-me mais com a interação da inteligência artificial com a cibersegurança, que era o que eu ensinava na faculdade e também durante os dois anos e pico em que fui coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, me preocupei. Inclusive, recordo-me que há 10 anos, numa conferência anual que nós organizávamos, eu convidei o professor Arlindo Oliveira, que tinha sido meu aluno, e esse é um grande especialista em inteligência artificial.

Mas Pedro Veiga, é isso que estamos a falar, porque muitos dos riscos que estamos aqui a falar são precisamente o risco da inteligência artificial estar a atacar empresas, estar a atacar outros sistemas, de forma que as empresas que estão a desenvolver esses sistemas não conseguem compreender e não conseguem encontrar, muitas vezes, justificações para esses ataques.

Tem toda a razão, e é isso que eu ia já abordar a seguir, que eu tomei aqui umas notas pra falar. Os ataques que me preocupam mais são às infraestruturas da nossa sociedade. Nós dependemos cada vez mais do digital, os bancos, as companhias de eletricidade, as companhias de transporte, na área da saúde. Portanto, há uma dependência crescente do digital Estes ataques são cada vez mais sofisticados devido aos avanços que têm sido feitos na área da inteligência artificial, mas também os ataques sobre as pessoas. Recordo-me que há 10 anos as pessoas recebiam mensagens chamadas de spam, em que vinham umas mensagens muito mal escritas, muitas vezes em português brasileiro, e era fácil de identificar. Mas hoje em dia aparecem mensagens que nos tentam ludibriar em português muito correto e também mensagens faladas e em vídeo, o chamado deep fake, em que é possível imitar a voz e por vezes o vídeo da imagem de uma pessoa, e as pessoas caem com facilidade. É a chamada engenharia social. E depois, hoje em dia, as pessoas também têm uma tendência a reagir com rapidez a tudo o que recebem. Há um ano, um ano e tal, falou-se muito das mensagens "Olá, pai. Olá, mãe". Inclusive, conheço pessoas no meu grupo de amizades que caíram nessa asneira, recebiam uma mensagem a dizer: "Olá, pai. Olá, mãe. Perdi o telemóvel, estou a telefonar de outro, transfere-me dinheiro".

Pedro Veiga, perante estes avisos, pelo conhecimento que tem, defende que se deve também travar o desenvolvimento de novos modelos de inteligência artificial até se compreender ao certo como é que tudo isso funciona?

Não, isso é um problema muito mais polémico. Eu acompanho tudo o que se passa nesta área e ouço os dirigentes de muitas empresas americanas, da Anthropic, do ChatGPT, etc, que tiveram recentemente problemas bastante graves, os seus sistemas saíram fora do que estava inicialmente previsto e fizeram ataques. Mas, por exemplo, há grande desenvolvimento noutras zonas do globo, nomeadamente na China, e não ouço dirigentes da China, todos nós temos nossa opinião sobre a China, e se as empresas sediadas nos Estados Unidos querem fazer controle, mas noutras zonas do mundo não fazem controle. Isto é extremamente polémico e não tenho visto muita discussão. Também há empresas europeias a fazer desenvolvimentos em IA. A UE, a Comissão Europeia tem tido um certo posicionamento a tentar controlar a IA, mas não vejo facilidade a nível mundial de se fazer controle. Dou-lhe um exemplo que eu às vezes dou quando faço apresentações.

Sim, para terminar.

As armas são muito perigosas, as metralhadoras, etc. Há leis que as proíbem, mas vemos muitos crimes cometidos com essas armas. E, portanto, quem está à margem da lei pode vir a usar estas ferramentas de inteligência artificial para cometer crimes. Ainda há poucos dias também vinha uma notícia de que os gestores destas plataformas estão a controlar tentativas de criar, por exemplo, armas biológicas. E, portanto, tudo isto é muito complicado. Os governos têm de intervir, mas têm de ser os governos a nível mundial e também as nossas polícias que acompanham isso devem verificar os criminosos, porque os criminosos depois não seguem a lei. Podemos ter umas leis lindíssimas, mas depois os criminosos atuam à margem da lei.

Pedro Veiga, ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, muito obrigado por ter estado conosco neste Jornal do Meio-dia a falar também destes riscos identificados pelos líderes das empresas que estão a liderar, a nível mundial, o desenvolvimento da tecnologia de inteligência artificial.

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