Eisenkot, o general encarregado de dar um governo a Israel
Ele também prometeu restaurar a imagem internacional de Israel, gravemente afetada depois de três anos de guerra em Gaza e pela violência na Cisjordânia ocupada.
Nesse sentido, disse que tomará medidas enérgicas contra os colonos da Cisjordânia que atacaram impunemente os palestinos, além de jornalistas. Ele se refere a estes fatos como "terrorismo judaico", instigado pelo governo de Netanyahu.
Mas este militar não é nenhum pacifista. Ele tentou, inclusive, se posicionar mais à direita que Netanyahu ao prometer que não fará um Estado palestino.
No comando das forças armadas durante a guerra no Líbano, em 2006, Eisenkot idealizou a chamada "doutrina Dahiya", assim nomeada em alusão a um subúrbio de Beirute que foi reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah.
A estratégia, aplicada também em Gaza, consiste em bombardeios generalizados em áreas, inclusive civis, nas quais combatentes inimigos se escondem.
Ele também foi artífice do conceito denominado "campanha entre guerras", baseado em uma sucessão de operações concentradas destinadas a atrasar a eclosão de um conflito de grande envergadura.
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