Empresa mais antiga do mundo está em funcionamento há 1.400 anos

Na década de 1930, após o suicídio do líder da empresa, sua viúva assumiu o comando como a primeira mulher à frente da organização. Ela diversificou a produção fabricando caixões de madeira para salvar a firma da falência iminente.
Para acompanhar a modernização da engenharia após a Segunda Guerra Mundial, a empresa passou a combinar a madeira tradicional com estruturas de concreto. Além disso, foi pioneira no uso de programas de computador para desenhar e planejar a construção dos templos.
Crise que comprometeu a independência da firma começou quando a gestão investiu pesado no setor imobiliário comercial, na década de 90. Com o estouro da bolha financeira japonesa, os imóveis desvalorizaram e a dívida tornou-se impagável.
Sem dinheiro para pagar as dívidas com os bancos, a empresa foi comprada pelo grupo de engenharia Takamatsu Construction Group em 2006. A transição encerrou o controle da família após mais de 1.400 anos, mas salvou a equipe de carpinteiros e evitou que a marca fechasse as portas.
Operando como uma subsidiária do grupo Takamatsu, a Kongo Gumi preserva sua sede em Osaka e sua equipe especializada de carpinteiros. Segundo o jornal econômico Nikkei Asia, a nova gestão cuida da parte financeira e comercial, enquanto os artesãos continuam dedicados exclusivamente à construção, manutenção e restauração de edifícios sagrados.
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