Corte de gastos é solução temporária para problema fiscal, diz cotado para assumir Fazenda sob Flávio Bolsonaro
Kayath destacou que essa ação poderá levar daqui a um a três anos o país, dependendo das condições, a começar a crescer de 3% a 4%. "Aí sim vamos ter solução mais permanente para nosso problema fiscal", frisou.
Na entrevista, o economista e ex-diretor do Credit Suisse ressaltou ainda que só cortar não vai resolver o problema. Ao dizer que é algo temporário, ele fez uma analogia com ir ao dentista, afirmando que ninguém gosta, é chato, mas depois vai trazer prosperidade, oportunidade, emprego e renda.
Kayath não deu detalhes de como seria esse ajuste nas contas e até se haveria uma espécie de PEC da transição com propostas para melhoria dos gastos públicos.
O economista disse que as medidas têm que ser cirúrgicas e fez questão de afirmar em vários momentos da entrevista que é necessário preservar os programas sociais, que não podem ser afetados, "essa é uma premissa básica".
"Em um país desigual como o Brasil, a gente não pode partir e começar um ajuste com os mais pobres e mais necessitados que têm que sofrer primeiro", disse.
Após Flávio Bolsonaro ter surpreendido e ficado à frente na votação do primeiro turno, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a explorar que uma eventual vitória do adversário poderia levar ao fim de programas sociais como Bolsa Família, entre outros. O candidato do PL nega.
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