Filinto Lima saúda solução para vagas em escolas de Lisboa

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, elogiou a solução adotada para resolver a falta de vagas nas escolas do concelho de Lisboa, pedindo, contudo, um reforço do número de turmas no futuro. Em entrevista ao programa Resposta Pronta, da Rádio Observador, o responsável considerou que a “estratégia” seguida pelo Ministério da Educação e da Agência de Educação “foi bastante positiva”.
A solução foi encontrada na reunião de emergência entre os diretores de escolas de Lisboa e o Ministério da Educação. Em causa estavam alunos que não tinham vaga nas escolas públicas do concelho de Lisboa. A resposta passará pelo alargamento das turmas para acomodar os estudantes sem vaga.
Filinto Lima: “Solução para a falta de vagas nas escolas foi positiva”
Filinto Lima não adiantou uma estimativa sobre quantos estudantes ainda aguardam uma vaga nesta fase, mas detalhou os níveis de ensino mais afetados: “O que nós sabemos é que no caso de Lisboa, esta falha de vagas foi mais ao nível do primeiro ciclo. Também do secundário, com certeza, embora no secundário as aulas comecem mais tarde.” Contudo, ressalva: “A situação foi resolvida”.
Apesar de o Ministério da Educação não ter especificado o número exato de estudantes afetados na capital, a Fenprof adiantou à CNN Portugal na segunda-feira que estariam em causa 540 crianças e jovens. Numa alegada lista interna de alunos por colocar a que a estação televisiva teve acesso, o total subia para 613.
Segundo garantiu o presidente da ANDAEP, os alunos serão contactados a partir desta terça-feira pelas escolas para efetuarem a respetiva transferência. “Há que olhar em frente e há que perceber que no próximo ano isto não pode voltar a acontecer. Talvez aumentar o número de turmas nas escolas, tendo em conta a rede escolar, seja uma das soluções, sobretudo no concelho de Lisboa”, defende ainda Filinto Lima.
Turmas vão ser alargadas para acomodar alunos sem vaga em escolas de Lisboa
Sobre os relatos de alegadas recusas de acolhimento por parte de estabelecimentos de ensino — com o ministro da Educação a apontar para a existência de pelo menos dois casos —, Filinto Lima foi perentório: “É preciso investigar e é preciso saber o que se passou nesses casos concretos.” O responsável defendeu ainda que os profissionais do setor devem “estar abertos a esta mobilidade” e que a prioridade é “acolher” os alunos.
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