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Monday, August 17, 2026

16h.Presidente de Albufeira tranquilo perante acusação do MP

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Rádio Observador. Começa agora o Jornal das Quatro, edição do jornalista Vasco Maldonado Correia. Vasco, o presidente da Câmara de Albufeira está de consciência tranquila depois de ter sido acusado pelo Ministério Público de discriminação e incitamento ao ódio.

Em causa declarações de Rui Cristina numa reunião da Assembleia Municipal de Albufeira, em que o autarca eleito pelo Chega garantia que o município não iria gastar dinheiro com um determinado grupo de cidadãos de uma determinada etnia minoritária, aqui numa referência à etnia cigana. O Ministério Público considera que Rui Cristina agiu com o intuito de ofender a honra e a consideração da comunidade cigana e pretendeu também discriminar a comunidade no acesso à habitação. Em resposta à acusação, o autarca queixa-se de perseguição, garante que não teve o intuito de secundarizar ninguém.

As minhas declarações foram políticas, não foram contra ninguém e foram num órgão político, a Assembleia Municipal. Recebi esta acusação com tranquilidade, mas também com a convicção de que estou a ser perseguido por defender uma coisa muito simples, que é a igualdade de tratamento e de oportunidade para todos os que residem no Conselho de Albufeira. E aquilo que eu disse naquela assembleia, eu mantenho. Enquanto eu for presidente da Câmara, eu não vou construir habitação destinada exclusivamente a uma determinada etnia ou grupo.

Rui Cristina, presidente da Câmara de Albufeira, acusado de discriminação e incitamento ao ódio. Ele garante que mantém as declarações proferidas na Assembleia Municipal em novembro do ano passado. Reitera que enquanto exercer o cargo, não pretende construir habitação municipal destinada exclusivamente a uma determinada etnia ou grupo.

E o PCP quer que o governo assuma as responsabilidades acerca da polêmica com os exames nacionais.

Na semana em que milhares de estudantes conhecem as colocações do ensino superior, os comunistas avisam que não vão deixar que o assunto caia no esquecimento. O membro da Comissão Política do Comitê Central do PCP, Jorge Pires, lembra que o processo de reapreciação dos exames não terminou, mas que a digitalização morreu.

Não é o facto de estarem mais estudantes a candidatar-se na primeira fase ao ensino superior, que agora se põe uma pedra em cima destes acontecimentos e esquece tudo o que aconteceu. Até porque o que o governo se prepara não é apenas para manter este processo relativamente às classificações. É também avançar, dar mais um passo no sentido da digitalização dos exames, como fez para o nono ano. Portanto, num processo que, na nossa opinião, está morto.

O Partido Comunista levanta também dúvidas sobre o início do ano letivo. Jorge Pires afirma que os professores que estiveram agora a rever exames deviam estar a preparar a entrada no novo ano nas escolas.

E ainda o Partido Comunista também levanta dúvidas sobre a compra de 14% da energética REN.

Luís Montenegro anunciou a aquisição de parte da empresa na última sexta-feira, na Festa do Pontal do PSD. Ora, Jorge Pires alerta que a percentagem não dá qualquer poder de decisão ao governo sobre a REN.

Vem aquela ideia de que o governo vai recomprar aqueles 13, 13,7% e que passa a ter, relativamente ao serviço público de eletricidade, passa a ter um peso fundamental ali, mas não é. O governo não fica com um peso fundamental. Não é isso que vai fazer com que o Estado possa intervir no setor elétrico, um setor estratégico para o desenvolvimento do país.

Dúvidas levantadas pelo PCP numa conferência de imprensa esta tarde na sede do partido. Amanhã saem as primeiras conclusões sobre o relatório de sustentabilidade da Segurança Social. Jorge Pires, do PCP, atira também que os resultados não vão ser nada animadores.

A Proteção Civil apela a adoção de medidas preventivas devido ao risco agravado de incêndio rural.

Para o arranque desta semana, o IPMA aponta para temperaturas elevadas, sobretudo nas regiões Norte e Centro de Portugal continental. Em comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para um agravamento do perigo de incêndio. Recorda que nestes dias de risco muito elevado é proibido o uso do fogo em espaço rural para fazer queimadas, mas também para cozinhar. Reforça também a proibição do uso de máquinas agrícolas. A Proteção Civil relembra ainda as recomendações da DGS para proteção do calor, beber muita água, usar protetor solar, chapéu e também roupas largas e leves.

E nesse sentido, Vasco, o IPMA colocou nove distritos em aviso laranja por causa do calor.

Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e também Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra. O aviso laranja foi declarado até às 18h de amanhã.

E olhamos agora para o mapa dos incêndios. O fogo em Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, mantém-se com duas frentes ativas.

Começou no sábado, continua ativo, já alastrou, entretanto, para o conselho vizinho, o Carracedo de Ancães. É, neste momento, o incêndio que mobiliza mais operacionais. São quase 400 bombeiros e também cinco meios aéreos. Miguel Fonseca, comandante sub-regional do Douro, diz que está a ser possível controlar as chamas.

Acredito que nós vamos mantê-lo, podemos dizer, de forma algo dominada durante o dia, retiro nos pontos onde ele neste momento está a desenvolver. Conforme eu disse, uma das frentes está muito partida e muito lentamente e por isso queremos acreditar que durante o dia não vai apresentar grande perigosidade.

Miguel Fonseca, comandante sub-regional do Douro, aqui aos microfones da RTP. Já em Ponte de Lima, o fogo também cruzou a fronteira do concelho, passou esta manhã para Viana do Castelo. O comandante Carlos Lima garante que a luta contra o incêndio está a correr bem, diz que as chamas já não devem voltar a ameaçar nenhuma aldeia.

Neste momento, nada demonstra que vá acontecer tal situação de voltar a atingir alguma aldeia. Aconteceu durante a noite. Chegou a uma aldeia da zona da Guia, mas foi controlado pelos bombeiros e não atingiu nenhuma habitação, a não ser uma ruína que por lá existia.

Foi preciso retirar alguma pessoa de casa?

Não foi preciso retirar ninguém. As pessoas estavam alerta, estavam avisadas e colaboraram sempre com as forças de socorro e de segurança. Portanto, não houve problema nenhum.

Carlos Lima, comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima, aqui também aos microfones da RTP. No local, estão quase 170 operacionais apoiados por mais de 50 viaturas e também dois meios aéreos.

E o presidente da Região Autônoma de Ceuta acusa o governo central de Espanha de passividade quase absoluta em resolver a crise migratória na cidade autônoma.

Juan Vivas considera que o executivo de Pedro Sánchez tem demonstrado falta de vontade para resolver a situação. Ameaça recorrer à Justiça caso não surja uma resposta por parte do governo nos próximos 30 dias.

O que pensamos que se passa aqui é que não há vontade. Acreditamos que o governo dispõe de meios e capacidades suficientes para, se assim o desejar, conseguir que Ceuta volte à normalidade num prazo não superior a 30 dias. Dispõe dos meios e das capacidades necessárias para, no respeito pela lei, garantir que todas as pessoas adultas que entraram nos dias 30 e 31 de julho sejam repatriadas para Marrocos. Mas vamos recorrer a outras instâncias do Estado. Temos a obrigação de o fazer, porque não vamos desistir.

Críticas e promessas de Juan Vivas, presidente da Cidade Autônoma de Ceuta, ao governo espanhol, que acusa de inação perante a crise migratória. Este fim de semana temia-se uma nova vaga de entradas em massa na região de Ceuta, depois de nas redes sociais ter circulado a indicação de que a 15 de agosto haveria novas entradas. Esses receios acabaram por se concretizar. Centenas de migrantes tentaram chegar ao enclave, tanto por terra como pelo mar. Foram detidos pelas autoridades marroquinas.

E são agora 16h08. Vasco, que outras notícias marcam a atualidade?

O tempo de espera nas urgências de Faro e Portimão, que apareceram encerrados no portal do SNS no sábado, tiveram origem em problemas informáticos locais. O presidente da Unidade Local de Saúde de Salusa, que existiram falhas no sistema e, por isso mesmo, chegou a indicação de 17 horas de espera para doentes considerados muito urgentes, quando esses valores não eram verdadeiros. Os serviços partilhados do Ministério da Saúde dizem que o problema já foi resolvido. Social-democrata Artur Torres Pereira vai presidir à comissão para as comemorações dos 50 anos das eleições autárquicas. Torres Pereira foi presidente da Câmara de Souzel, o primeiro a presidir à Associação Nacional de Municípios Portugueses, de acordo com uma nota divulgada hoje pelo Ministério da Economia e da Coesão Territorial. As comemorações devem arrancar no dia 12 de dezembro, data em que se assinala os primeiros atos eleitorais para os órgãos autárquicos em 1976. A comissão vai ser responsável pelo programa oficial das comemorações. Vai ter um orçamento de €1 milhão. O economista-chefe do segundo maior banco da Rússia foi demitido depois ter sido tornado público um discurso que fez em maio deste ano, em que alertava para os impactos econômicos de uma guerra prolongada na Ucrânia. Na intervenção divulgada pelo The Moscow Times, Andrei Klepach avisava que a Rússia não vai vencer uma guerra de desgaste. Alertava, por isso, para o aumento dos custos do conflito. De acordo com fontes próximas do caso, citadas pelo jornal independente russo The Bell, o dirigente terá sido demitido depois do banco ter recebido uma chamada vinda de cima. O banco confirma a saída do economista, mas não revela o motivo.

E fica por aqui o Jornal das Quatro, edição do jornalista Vasco Maldonado Correia. Até já, Vasco. E já a seguir temos Gabinete de Guerra.

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