OpenAI. Engenheiro saudita detido por espionagem interna

Mas o mais curioso foi a forma como a OpenAI chegou ao suspeito. Além de ter detetado a presença de Alfozan nas imediações da sala de conferências através das imagens de CCTV dos dias anteriores à descoberta do dispositivo, a empresa rastreou as consultas feitas pelo funcionário antes de 28 de setembro.
Alfozan usou uma ferramenta de produtividade para fazer várias pesquisas sobre “endereços dos edifícios da OpenAI, salas de reunião, capacidades e agendas dessas salas, bem como locais de reuniões da liderança/executivos e de parceiros externos”, informa o comunicado emitido pelo Departamento de Justiça.
Ao aceder à conta de chatbot da mulher de Alfozan, a OpenAI descobriu prompts enviados entre 24 e 30 de setembro relacionados com a “construção, personalização, instalação, gravação de áudio, teste, ocultação e acesso remoto de um dispositivo”, incluindo consultas sobre “construir um gravador de áudio contínuo”, “personalizar conectividade Wi-Fi…”, “melhorar o áudio e a escuta em tempo real” e “encriptar o cartão SD”. Nos dias seguintes, a mesma conta enviou prompts relacionados diretamente com o dispositivo encontrado na sala de reuniões.
A prova final foi uma imagem de CCTV captada a 5 de outubro, quando Alfozan entrou na sala de reuniões e olhou por trás do aparelho de televisão onde o dispositivo estava inserido. No mesmo dia, o homem terá deixado uma mala sem supervisão noutra sala, onde a equipa de segurança da OpenAI encontrou o documento de identificação de Alfozan assim como outro dispositivo de gravação de áudio semelhante ao que já havia sido instalado.
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