Análise: Atlético-MG se mostra indestrutível em casa e dá xeque-mate na hora certa

Quando a fase é boa... Já diria a frase. Em alta na temporada, o Atlético-MG se mostrou mais uma vez indestrutível na Arena MRV. Frente ao Coritiba, soube sofrer com chances escassas e atacantes apagados na partida. Na hora certa, deu o xeque-mate e venceu o adversário por 1 a 0, em jogo pelo Brasileirão.

Assista à entrevista de Eduardo Domínguez sobre a vitória do Atlético diante do Coritiba
O técnico Eduardo Domínguez abriu mão do time titular. Em momento crucial, com semifinais a serem disputadas na Copa do Brasil e Sul-Americana, o comandante escolheu a equipe quase toda reserva. Natanael e Delfim foram os únicos considerados titulares.

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Nas pontas, Igor Gomes e Alan Minda foram os escolhidos. O primeiro, que não tem tantas características para atuar como ala, mostrou-se útil. Não pecou ao longo do jogo e marcou o gol decisivo, além de ter finalizado outras vezes com perigo.
Alan Minda deixou a desejar. O equatoriano se mostrou desatento e mais lento nas arrancadas do Galo. Foi aí que o time sentiu. Com o meio de campo fragilizado no quesito marcação, com Tomás Pérez, Cissé e Alexsander, a criação ficou nas beiradas.
Igor Gomes comemora gol pelo Atlético-MG — Foto: Pedro Souza / Atletico
O Atlético patinou. Não conseguiu destravar bem os espaços deixados pelo Coritiba e produziu pouco. Nas oportunidades que teve, parou em Pedro Morisco, goleiro do Coxa e grande destaque da partida.
Com pouca qualidade para gerar perigo, o Galo não utilizou tanto Igor Gomes e Alexsander. Pérez foi o destaque na distribuição dos passes. No ataque, Thiago Borbas se mostrou útil para marcar a saída de bola e fazer pressão. Contudo, teve de ser substituído ao sentir dores na coxa direita.
Outro ponto de atenção no meio de campo foi Cissé, que se apresentou de forma desconectada, sem muita precisão. O jogador pecou pelo excesso, mas faltou refino técnico para explorar com propriedade os espaços.

Aos 32 min do 2º tempo - gol de dentro da área de Igor Gomes do Atlético-MG contra o Coritiba
O Atlético chegou a balançar as redes com Pascini - que fez jogo seguro na lateral esquerda -, mas foi pego em impedimento. A frustração não tomou conta. A torcida atleticana seguiu apoiando e pedindo o gol.
Apesar de ter dominado o Coritiba do início ao fim, o Galo foi para o vestiário com o alerta ligado. No retorno, o desenho pouco se alterou. Reinier foi acionado, mas fez partida discreta - foi aparecer já nos acréscimos.
Mudanças de Domínguez
Domínguez percebeu que os reservas não conseguiriam a vitória. Quando o Coritiba tentou arriscar mais e subir as linhas, o comandante aproveitou e mexeu no time. Entraram Castaño, Lodi, Victor Hugo e Cuello.
Os quatro deram mais ritmo e até mais confiança para os reservas em campo. Com o relógio apertando, a rotação aumentou.
O Atlético pressionou e conseguiu. Alexsander conduziu bem a bola e acionou Victor Hugo. O camisa 30 teve boa visão de jogo e lançou para Natanael. O lateral cruzou por baixo e encontrou Igor Gomes livre dentro da área. O meio-campista afundou a rede para soltar o grito entalado.
Igor Gomes Atlético-MG — Foto: Pedro Souza
Novamente, mesmo diante de um adversário mais fraco, o Atlético lidou bem com a pressão, não se desesperou com as poucas chances e acertou no momento de dar o xeque-mate. Domínguez fez substituições na hora certa, assim como o time se encorpou quando devia.
Ainda que os gol tenha saído do pé de um herói improvável, a lição que fica é a força dos operários que Barba tem no elenco. Bastou alguns titulares para retomar a força e exibir a sintonia que já existe.
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