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Tuesday, October 20, 2026

Lula, sobre emendas para tarifa zero: Vai ser briguinha com Congresso, faz parte da democracia

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Indagado sobre a mudança de posição no tema da redução da maioridade penal, Lula defendeu a possibilidade de mudar de opinião e disse ter sido convencido sobre esse tema. Ele recordou que na proposta de governo de Fernando Haddad na campanha de 2018 já se discutia a redução da maioridade penal.

"A extrema direita queria colocar 14 anos. Eu pedi para o meu líder que colocasse a questão dos 16 anos para crimes hediondos. Da mesma forma que nós achamos que um jovem de 16 anos pode votar, pode escolher seu presidente da República, pode dirigir, temos que dar a ele a responsabilidade também de ter um comportamento adequado", argumentou Lula. "Se ele cometeu um crime hediondo, ele tem que ser punido rigorosamente", completou.

Sobre a "saidinha" dos presos - a saída temporária concedida a alguns detentos -, o candidato à reeleição voltou a defender o direito para crimes menores. "A questão da saidinha é um direito de as pessoas conviverem em família", pontuou. Segundo ele, se os delitos não foram graves, é normal que haja indulto para visitas a filhos, cônjuges e demais familiares. "Nós acreditamos na possibilidade de recuperar", emendou.

Lula também disse que, qualquer que seja o resultado das eleições, aprovada a PEC da Segurança Pública no Congresso, ele criará o Ministério da Segurança Pública. O petista voltou a explicar as diferentes competências de Estados, municípios e da União na segurança e defendeu que esses papéis sejam bem definidos. Sobre a atuação do Exército no combate à criminalidade, Lula disse: "Não é correto envolver as Forças Armadas para cuidar de bandido. As Forças Armadas têm que cuidar da defesa do nosso patrimônio, do nosso território".

No tema da saúde, Lula disse estar trabalhando para o melhor atendimento no combate ao câncer. Segundo ele, a meta é que, entre a consulta de identificação de câncer e o início do tratamento, não passe de 30 dias.

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