Caso Epstein e guerra no Irã expõem opiniões divididas no movimento MAGA

Parlamentares republicanos que defenderam a divulgação dos arquivos enfrentaram consequências políticas. Marjorie Taylor Greene deixou a cadeira pela Geórgia em janeiro deste ano, enquanto Nancy Mace perdeu a disputa para ser candidata do partido na Carolina do Sul após não receber apoio de Trump.
A guerra dos EUA e Israel contra o Irã também contrasta com a promessa de Trump de reduzir o envolvimento militar americano no exterior. O comentarista Tucker Carlson, influente no movimento MAGA, criticou a ação: "Esta é a guerra de Israel. Esta não é a guerra dos Estados Unidos".
Entre os apoiadores insatisfeitos do movimento MAGA, surgiu a narrativa de que Trump estaria usando a guerra também para desviar a atenção do caso Epstein. "Bombardear um país do outro lado do globo não fará com que os arquivos de Epstein desapareçam", disse Thomas Massie, ex-deputado republicano.
Republicanos contra Trump sofreram retaliação
O descontentamento não se traduziu em apoio amplo de republicanos a projetos para limitar a guerra no Irã. Em setembro, sete deputados republicanos se uniram aos democratas para aprovar uma proposta contra a guerra, e iniciativas semelhantes no Senado tiveram apoio de poucos integrantes do partido.
Trump chamou os republicanos que apoiaram as propostas contra a guerra de 'antipatrióticos'. Ele declarou que os parlamentares "deveriam se envergonhar", e apoiou um rival do senador Bill Cassidy nas primárias da Louisiana após o voto favorável à medida.
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