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Friday, November 6, 2026

Após cirurgia de Simone Mendes, especialista explica tratamentos para lipedema e o papel das novas tecnologias

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A recente cirurgia da cantora Simone Mendes, de 42 anos, que retirou cerca de quatro quilos de pele da região das coxas, reacendeu a discussão sobre o lipedema, uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de tecido adiposo, principalmente nas pernas e nos braços. A condição pode provocar dor, sensibilidade, sensação de peso e limitações funcionais, afetando diretamente a qualidade de vida das pacientes.

Embora a cirurgia seja uma alternativa em determinados casos, o tratamento do lipedema envolve diferentes abordagens e deve considerar o estágio da doença, os sintomas e as necessidades individuais.

Segundo o cirurgião plástico Alexandre Dantas, a avaliação vai além da aparência corporal. O objetivo é controlar os sintomas, preservar a funcionalidade e identificar o momento adequado para cada intervenção.

Cirurgia não é o primeiro passo no tratamento

O tratamento do lipedema começa com uma abordagem clínica multidisciplinar, que pode incluir orientação nutricional, atividade física adaptada, controle dos sintomas e acompanhamento especializado.

A cirurgia pode ser considerada quando há dor persistente, comprometimento funcional ou outras manifestações relevantes que não respondem satisfatoriamente às medidas conservadoras.

"É importante ressaltar que a cirurgia é a última etapa do tratamento do lipedema. As pacientes diagnosticadas precisam melhorar toda a parte inflamatória primeiro, identificar a doença, mudar o estilo de vida e a alimentação. Quando conseguimos esse objetivo, chega o momento de avaliar a cirurgia, que pode trazer um benefício funcional importante, melhorando a dor e a sensação de peso, além de proporcionar um resultado estético", explica Dantas.

O especialista reforça que a cirurgia não representa a cura da doença. Por se tratar de uma condição crônica, o acompanhamento médico continua sendo necessário mesmo após o procedimento.

Tecnologias não invasivas ampliam as possibilidades de cuidado corporal

Além das abordagens clínicas e cirúrgicas, a evolução das tecnologias médicas tem ampliado as possibilidades de tratamento da flacidez, da celulite e das alterações do contorno corporal. Entre essas soluções está o NuEra Tight, plataforma de radiofrequência da Lumenis, distribuída no Brasil pela Contourline. "A gente utiliza nos pacientes que têm lipedema para aliviar a dor e melhora da flacidez", afirma Dantas.

A tecnologia utiliza o sistema FocalRF, que permite selecionar diferentes frequências de radiofrequência e ajustar a profundidade de atuação da energia nos tecidos, de acordo com a região tratada e o objetivo clínico.

O aquecimento controlado dos tecidos é utilizado em procedimentos voltados à melhora da firmeza da pele, à redução da aparência da celulite e à remodelação do contorno corporal, sem que haja necessidade de intervenção cirúrgica. Na prática clínica, o especialista diz utilizar a radiofrequência em pacientes com lipedema, como recurso complementar para o cuidado corporal.

A tecnologia não substitui, contudo, o acompanhamento multidisciplinar, e seu possível benefício para a dor associada à doença ainda exige evidências clínicas específicas.

Como identificar o lipedema?

O lipedema frequentemente se manifesta por um aumento desproporcional do volume das pernas em relação ao tronco, podendo também atingir os braços. Entre os sinais mais comuns estão sensibilidade ao toque, dor, sensação de peso e facilidade para desenvolver hematomas. Em muitos casos, os pés permanecem preservados, uma característica que pode ajudar na diferenciação de outras condições. O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado por meio da avaliação médica, do histórico da paciente e do exame físico. A identificação precoce permite estabelecer estratégias para controlar os sintomas e reduzir os impactos da doença na rotina.

Lifting de coxas: quando o excesso de pele exige cirurgia?

Outro tema que ganhou destaque com o caso de Simone Mendes é a flacidez após grandes perdas de peso, especialmente em um cenário de maior utilização de medicamentos para emagrecimento.

Quando há excesso significativo de pele, a cirurgia de lifting de coxas, também conhecida como cruroplastia, pode ser indicada para remover o tecido excedente e reposicionar a pele, melhorando o contorno da região.

"O lifting de coxas, também conhecido como cruroplastia, pode ser uma ferramenta quando o excesso de pele está presente, principalmente agora nessa fase das canetas emagrecedoras. É uma técnica cirúrgica para retirar o excesso de pele e literalmente suspender o posicionamento das coxas, tratando aquela flacidez de pele que existe. Ela tem uma indicação específica", explica Alexandre.

O médico destaca, no entanto, que o lifting de coxas e a cirurgia voltada ao tecido adiposo afetado pelo lipedema têm objetivos diferentes, embora possam integrar o planejamento terapêutico de uma mesma paciente.

A escolha entre procedimentos cirúrgicos e não invasivos depende da quantidade de pele excedente, do grau de flacidez, das condições clínicas e das expectativas de cada paciente.

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