ESPNWhy Warriors-Lakers was the quiet end of an incredible NBA eraInquirer6 nabbed as cops seize P2.1-M ‘shabu’ in Metro ManilaESPN DeportesCómo le fue a Flick en los Clásicos y contra MourinhoThe Jerusalem PostIlhan Omar to move out of DC home following federal raid, accuses Trump of political intimidationDaily MaverickDISEASE DISASTER: Angry neighbours, game sales in jeopardy as Addo’s foot-and-mouth disease crisis deepensInquirer EntertainmentAngela Muji, Rabin Angeles show there’s more to them than ‘Dating Alys Perez’Bollywood HungamaRs. 3,170 for ONE ticket! Ranbir Kapoor’s Ramayana commands SHOCKING prices for IMAX recliners in Mumbai; Insignia rates touch Rs. 2,370ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFVariety‘The Odyssey’ Artisans Talk Bringing Christopher Nolan’s Epic to Life With Practical Sets and Thousands of Costumes at Middleburg Film FestPremium TimesOnline Global Leadership Conference: Leadership that holds under pressureConsequenceAnuel AA Announces Corridos Album, Maluma Reveals Plans to Explore Música MexicanaSRF NewsKandidatur für den Bundesrat – Bundesrat: Tessiner Ständerat Marco Chiesa steht zur Verfügung
The Daily Newsstand · Free, Always
Thursday, October 22, 2026

CVM recua no ESG enquanto 35 mercados avançam — o que isso significa para as empresas brasileiras

Translate

As companhias abertas brasileiras não são mais obrigadas a publicar o relatório financeiro de sustentabilidade. Pela Resolução 244, de 29 de maio, a CVM transformou em opção o que seria obrigatório a partir de 2026. 

A decisão vai na direção oposta à de outros mercados: até julho, 35 jurisdições haviam adotado os padrões IFRS S1 e S2, de forma voluntária ou obrigatória, segundo levantamento da S&P Global citado pela OneStop ESG.

A flexibilização tem uma contrapartida. A partir de 2027, quem decidir não publicar terá de comunicar ao mercado o motivo da escolha. Com isso, a decisão sai da área de sustentabilidade e vai para o conselho de administração.

Finanças sustentáveis, ESG e criação de valor fazem parte do programa Finanças Estratégicas para C-Level e Conselheiros, da Exame | Saint Paul, que leva esses temas para a lógica da decisão financeira. Conheça o programa

O que a CVM mudou, e o que ficou igual

A regra anterior, a Resolução CVM 193, de 2023, havia colocado o Brasil entre os primeiros países a tornar obrigatórios os padrões do International Sustainability Standards Board (ISSB). O reporte valeria para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2026.

A nova norma mantém o padrão técnico e muda a obrigação. A empresa que optar pelo relatório precisa seguir os pronunciamentos CBPS 01 e 02, versões brasileiras do IFRS S1 e S2, publicar por pelo menos três anos seguidos e contratar asseguração de um auditor independente registrado na CVM, segundo análise do escritório Mattos Filho.

A empresa que não publicar fica no modelo “pratique ou explique”. Em 27 de agosto, a autarquia publicou o Ofício-Circular 2/2026 com orientações sobre a norma e sinalizou que justificativas genéricas serão consideradas insuficientes.

O Brasil na contramão do movimento global

Outros mercados seguem no caminho contrário: além das 35 jurisdições que já adotaram os padrões, outras 11 planejam adotar, segundo a S&P Global. A Coreia do Sul, por exemplo, ampliou neste ano o número de empresas que terão de reportar a partir de 2028.

Para companhias brasileiras com investidores estrangeiros, ações listadas fora do país ou dívida emitida no exterior, a flexibilização local muda pouco. A cobrança continua vindo dos mercados onde elas captam.

Por que o relatório ainda pesa no custo de capital

O ponto de partida está na definição do próprio padrão. O IFRS S1 pede que a empresa divulgue os riscos e oportunidades ligados à sustentabilidade que possam afetar seus fluxos de caixa, seu acesso a financiamento ou seu custo de capital no curto, médio ou longo prazo.

Na prática, o relatório trata de temas financeiros. Uma seca que afeta a operação, uma regra de carbono que encarece a cadeia de fornecedores ou uma restrição de crédito ligada a emissões aparecem, cedo ou tarde, no balanço.

Por isso, decidir não publicar também comunica algo. Investidores institucionais e bancos que já avaliam riscos climáticos em suas carteiras vão ler o aviso de não adesão como uma informação, e não como silêncio.

Dupla materialidade: o que a empresa causa e o que ela sofre

Duas lógicas convivem nos relatórios de sustentabilidade. A materialidade de impacto, base do padrão da Global Reporting Initiative (GRI), mede os efeitos da empresa sobre o meio ambiente, a sociedade e a economia. A materialidade financeira, adotada pelo ISSB, mede os efeitos desses temas sobre o desempenho da própria empresa.

Governança, gestão de riscos e reporte de sustentabilidade estão entre os temas que a Exame | Saint Paul trabalha com executivos e conselheiros responsáveis por essas escolhas. Saiba mais

A combinação das duas, chamada dupla materialidade, organiza a conversa que o conselho precisa ter. De um lado, o risco de reputação e de regulação. Do outro, o risco que pode afetar caixa e valuation.

Quatro perguntas para a próxima reunião do conselho

  • Quais riscos climáticos e sociais podem afetar nosso caixa ou nosso custo de capital nos próximos cinco anos?
  • Nossos principais credores e investidores já pedem essas informações, mesmo sem exigência da CVM?
  • Se não publicarmos, que justificativa específica e defensável daremos ao mercado em 2027?
  • Se publicarmos, temos dados e controles prontos para passar por uma auditoria independente por três anos seguidos?

Uma escolha que agora é estratégica

A norma deixou de impor o relatório e passou a exigir uma posição. Em 2027, cada companhia aberta vai dizer ao mercado, por escrito, como trata o próprio risco.

O que antes era dever de publicar virou dever de explicar.

Do cenário macroeconômico ao ESG, o programa reúne em oito módulos as competências que hoje se esperam de quem ocupa uma cadeira em conselho. Veja a estrutura do curso

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.