ANS exclui terapias com vestes especiais da cobertura obrigatória para TEA

Método TREINI se apresenta como uma abordagem interdisciplinar de reabilitação e neurodesenvolvimento. Desenvolvido para crianças e adolescentes com condições como autismo, paralisia cerebral, mielomeningocele e síndrome de Down, o programa afirma combinar conceitos de neurociência, aprendizagem motora, funcionalidade e participação familiar em um modelo intensivo de intervenção.
Já o MIG (Método de Integração Global) é voltado especificamente para crianças, adolescentes e jovens com TEA. Apresentado pelo Grupo Treini como um programa intensivo e interdisciplinar, o método combina avaliação, psicoterapia, reeducação e reabilitação. Segundo a empresa, a proposta é integrar estratégias comportamentais, aprendizagem motora e participação ativa da família para estimular habilidades e a autonomia dos pacientes.
Tecnologia é um dos elementos centrais da proposta. De acordo com o site do Grupo Treini, responsável pelas metodologias, as atividades do TREINI e do MIG são realizadas em um ambiente chamado "Cidade do Amanhã", que simula situações do cotidiano, e utilizam o exoesqueleto TREINI Exoflex, descrito pela empresa como um recurso de suporte biomecânico e melhora proprioceptiva.
Grupo afirma que as metodologias são baseadas em evidências científicas. Em sua apresentação institucional, o Treini sustenta que a abordagem contribui para ganhos funcionais, desenvolvimento global, ampliação da autonomia e melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Uso do exoesqueleto está no centro da decisão da ANS. Ao analisar os métodos TREINI e MIG, a agência considerou que os dispositivos empregados nas terapias se enquadram como órteses não ligadas a procedimentos cirúrgicos. Esse entendimento foi determinante para afastar a obrigatoriedade de cobertura pelos planos de saúde.
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