Aliados reagem a Trump e defendem exercícios militares com EUA diante da ameaça da Coreia do Norte
Trump surpreendeu Seul no domingo (16) ao classificar os exercícios como "caros" e afirmar que eles transmitiam uma imagem hostil à Coreia do Norte. O presidente americano voltou a citar sua "excelente relação" com o líder norte-coreano Kim Jong-un para justificar a redução "considerável" da participação dos Estados Unidos no Ulchi Freedom Shield, exercício anual realizado pelos dois países.
Segundo Trump, não foi possível cancelar totalmente as manobras porque a decisão foi tomada tarde demais.
A medida se soma a uma série de iniciativas consideradas desfavoráveis a aliados históricos dos Estados Unidos desde o retorno do republicano à Casa Branca, em 2025.
Em resposta, o presidente sul-coreano Lee Jae Myung declarou, por meio de assessores, que o objetivo fundamental dos exercícios não é "tratar uma entidade específica como adversária, mas preservar, com segurança e paz, a vida cotidiana da população".
Diálogo ainda sem resposta de Pyongyang
Desde que assumiu o cargo, em 2025, Lee adotou uma política oposta à de seu antecessor, conhecido pela linha dura em relação ao Norte. O presidente sul-coreano passou a defender negociações sem condições prévias com Pyongyang. Até o momento, porém, o regime norte-coreano não respondeu às iniciativas de diálogo.
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