Algés. Família também era seguida pela Santa Casa

Além da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Oeiras e do Tribunal de Família e Menores de Cascais, a família do jovem suspeito de matar a mãe em Algés era ainda acompanhada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).
Esta última instituição operava através do Núcleo de Infância e Juventude (NIJ) de Oeiras, adianta fonte oficial da SCML ao Observador: “O NIJ fazia um acompanhamento de grande proximidade com esta família, nomeadamente através de apoio económico, psicoterapêutico e psiquiátrico para a mãe e para os dois filhos, fazendo também uma articulação regular com os serviços envolvidos.”
Ao Expresso, a PSP indicou que o NIJ de Oeiras “teve conhecimento dos vídeos e áudios enviados pelo jovem à família paterna” e que “reuniu com a mãe e o jovem”. Desde abril de 2025, a PSP foi cinco vezes à casa da família, e a última foi em agosto depois de uma comunicação do NIJ sobre “uma situação de conflito”.
Em janeiro deste ano, o Tribunal de Família e Menores de Cascais decidiu uma “medida de apoio” junto da progenitora, que ficou com as crianças sob a sua guarda.
No dia 13 de agosto, o jovem de 15 anos acabou por ser identificado pela suspeita de homicídio da mãe. Foi-lhe aplicada a medida cautelar de internamento em centro educativo em regime fechado durante três meses, que será revista ao fim de dois.
Já a irmã de quatro anos e que estava na residência no momento do crime está sob a guarda de uma “pessoa idónea”, conforme decidido pelo tribunal, durante pelo menos três meses.
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