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Wednesday, October 14, 2026

00h. Irão. Trump e Netanyahu terão discutido nova ofensiva

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21 graus. Jornal da meia-noite, na Rádio Observador, para ouvir com a edição do Martim Madeira. Começamos com José Luís Carneiro, Martim, que diz que o entendimento com o Chega, sugerido por Passos Coelho, seria o regresso ao tempo dos três Salazares.

Em entrevista à RTP Notícias, o secretário-geral do PS afirma que o antigo primeiro-ministro não trouxe nenhuma ideia nova para o país. Na entrevista concedida à SIC Notícias, critica a sugestão de uma aliança do governo com o Chega por parte do ex-governante.

O doutor Passos Coelho deu uma entrevista, não trouxe uma única ideia nova para o futuro do nosso país. E é muito importante que alguém que tem um contributo para dar para o futuro, não esteja concentrado no passado. Não ouvi o doutor Passos Coelho a falar sobre esta insensibilidade que está no acordo da AD com o Chega e com a Iniciativa Liberal em relação à nova lei das rendas. Mas aquilo que eu tenho visto é que o doutor Passos Coelho quer aliar-se ao Chega, mas aliar-se ao Chega, como disse o doutor Paiás Maduro, como disse o doutor Matos Correia, se fizer uma aliança com o Chega, é para andar para trás, para andar para o tempo dos três Salazares. Não é isso, estou convencido, que a maioria do povo português deseja para o seu futuro e exprimiu essa vontade nas eleições presidenciais de forma muito clara.

Relativamente ao caso do SIRESP e da exoneração de Ricardo Carrilho, secretário-geral do Ministério da Administração Interna, José Luís Carneiro diz que o que tem vindo a público é grave e admite que Luís Neves pode não ter condições para continuar no cargo de ministro.

É insustentável a situação de intranquilidade e a situação de instabilidade permanente no Ministério da Administração Interna. Se esta situação de instabilidade se mantiver, não vejo como é que o primeiro-ministro possa tomar uma decisão que não seja a de uma remodelação do Ministério da Administração Interna. Os factos relatados e reportados publicamente são de tal ordem graves que merecem um esclarecimento cabal e eventual apuramento de responsabilidades. O que é mais importante é que o primeiro-ministro, ele próprio, tome consciência do que se está a passar.

Declarações do líder socialista à RTP Notícias, onde diz que a viabilização anunciada pelo PS do Orçamento de Estado para 2027 é uma posição de princípio e que o partido não vai, portanto, abster-se de levar propostas no debate das especialidades.

E com ouvidos ainda pela oposição, falamos agora do líder do Chega e escutamos André Ventura, que acusa Luís Neves de querer gerir o Ministério da Administração Interna, Martim, aliás, da mesma forma como geria a Polícia Judiciária.

Em causa está a polêmica em torno do afastamento de Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral do MAI, do Ministério da Administração Interna. Em declarações na sede do partido, André Ventura reiterou as críticas e sublinha que Luís Neves tem tentado manter os mesmos procedimentos informais que usava na PJ.

Essas mesmas informalidades, foi como o ministro da Administração Interna quis que o SIRESP e a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna fossem geridos. Segundo o próprio secretário-geral agora demitido, de forma clara e contundente, houve uma recomendação por parte do ministro da Administração Interna para usar os mesmos procedimentos que se usavam quando era diretor da Polícia Judiciária. Imaginem o estado a que chegou o Ministério da Administração Interna.

André Ventura reforça que Luís Neves não tem qualquer padrão de ética, capacidade e isenção, nem sentido de cumprimento da lei, para ocupar o cargo de ministro. O líder do Chega admite que a gestão do SIRESP não consta no objetivo da investigação e da Comissão Parlamentar de Inquérito, mas que a forma como Luís Neves tem feito as coisas deve ser escrutinada.

Evidentemente que a gestão do SIRESP não é um objeto da Comissão Parlamentar de Inquérito, que amanhã se inicia. Mas estes procedimentos são objeto desta comissão de inquérito. Estes procedimentos permanentes de desrespeito pela lei, de facilitação de pagamentos, de incumprimento reiterado de regras para favorecer terceiros, de informalidades permanentes, estão no objeto e no escrutínio de uma comissão parlamentar de inquérito.

Comissão parlamentar de inquérito essa que André Ventura vai presidir. O líder do Chega garante que o facto de ser assistente no processo do assalto do gabinete da Assembleia da República não interfere de modo algum na investigação aos mandatos de Luís Neves à frente da PJ.

E seguimos com uma notícia que está a marcar esta terça-feira. Confirma-se, Martim, o diagnóstico de cancro do pulmão no Papa.

A informação consta no boletim médico partilhado pelo Vaticano. Foi divulgada depois da cirurgia. O exame realizado durante a operação confirmou a presença de um adenocarcinoma pulmonar, um dos tipos mais comuns de cancro, segundo as informações divulgadas pela Santa Sé. Leão XIV foi submetido à remoção do lobo inferior no pulmão direito. A cirurgia durou cerca de 90 minutos, foi bem-sucedida. Não houve quaisquer complicações após a intervenção. O Papa acordou normalmente. Depois de ter sido observado, regressou ao quarto no décimo andar do Hospital Gemelli, em Roma. Até o momento, não foram divulgados mais detalhes sobre o prognóstico do chefe máximo da Igreja Católica ou sobre próximas etapas de tratamento. Sabe-se apenas que Leão XIV vai ficar internado no hospital uma semana e que todos os compromissos públicos foram cancelados até o dia 20 de outubro.

Também a marcar a atualidade internacional, Donald Trump e Benjamin Netanyahu terão discutido, Martim, a possibilidade de avançar com uma nova ofensiva militar contra o Irão, isto antes das eleições nos Estados Unidos e em Israel.

A hipótese terá sido abordada numa conversa telefônica entre os dois líderes na semana passada, ainda antes de Trump ter prometido não atacar o Irão antes das eleições intercalares norte-americanas. Durante a conversa, o primeiro-ministro israelita terá manifestado preocupação com as informações dos serviços secretos de Israel sobre a rápida construção do programa nuclear iraniano. Segundo o portal Axios, que cita dois funcionários norte-americanos e um responsável israelita, o presidente dos Estados Unidos terá ficado inclinado a retomar os ataques, mas não tomou ainda uma decisão. Dentro da administração norte-americana, o secretário de defesa, Pete Hegseth, e o Comando Central dos Estados Unidos estão entre os principais defensores de uma nova ofensiva, enquanto grande parte dos conselheiros do presidente prefere manter a pressão econômica sobre Teerão. A Casa Branca nega estas informações. Já o gabinete de Netanyahu afirma que o primeiro-ministro israelita não comenta o conteúdo das conversas que mantém com outros líderes.

E no desporto, o Sporting venceu na tarde desta terça-feira em casa dos franceses do Lens por 2x0 e segue invicto na Liga dos Campeões.

Duas jornadas, duas vitórias para o conjunto leonino. Rui Borges mudou algumas peças no puzzle. Apostou na primeira titularidade de Kaique, guarda-redes que trocou com Rui Silva, e relançou o médio João Simões após uma longa paragem. O colombiano Luís Suárez, aos 22 minutos, lançou o Sporting na frente do marcador, fez o sétimo gol em 14 encontros na Liga dos Campeões, torna-se assim o melhor marcador da história dos Leões na principal competição europeia de clubes. Já Issa Doumbia marcou o segundo da noite e também o primeiro na conta pessoal na Liga dos Campeões. No final da partida, em conferência de imprensa, Rui Borges destaca a coragem dos jogadores ao longo de toda a partida. Admite, ainda assim, que em alguns momentos o Sporting podia ter sido mais eficaz e alargar a vantagem.

Hoje era preciso ter coragem, ambição e humildade, e a equipe teve durante 93 minutos, nunca lhes faltou isso, e foi importantíssimo. Sabíamos, claro, que os espaços que eles davam e que em momentos até de transição poderíamos ferir muitas vezes o Lance. Acho que em alguns momentos poderíamos ter feito mais gols e em alguns momentos poderíamos ter mais qualidade do que o que tivemos nas saídas. Mesmo o Luís, o Geni hoje, numa primeira parte também difícil naquilo que foi tomada as decisão. São dois jogadores que fazem claramente a diferença e que se tivessem no seu normal em alguns momentos de ligações, poderíamos ter ferido ainda mais vezes o Lance.

As palavras de Rui Borges, que admitiu estar muito feliz com este triunfo europeu. O treinador chega às oito vitórias na Liga dos Campeões, iguala assim o recorde de Rubén Amorim.

E o foco do Porto de frente a esta quarta para o Real Betis, na segunda jornada da Liga dos Campeões. Francesco Farioli diz que espera, Martim, um jogo de igual para igual.

Os Dragões já viajaram para Sevilha para o encontro com a equipe treinada por Manuel Pellegrini, o treinador do Betis. Na antevisão ao jogo, o treinador azul e branco fala numa equipe e num treinador em perfeita sintonia e sublinha que o Betis vem de uma sequência de resultados positiva.

Esperamos uma equipe que, assim como nós, jogue de igual para igual com o objetivo de conquistar a vitória. É uma equipe que vive um excelente momento, apresentando um desempenho de altíssimo nível na liga e vindo de uma sequência impressionante de resultados positivos. Uma equipe que tem um treinador lendário, com mais de 1.200 jogos como profissional. A equipe e o treinador conhecem-se há muito tempo, trabalham juntos há muitos anos. E além disso, é claro, uma equipe com muita qualidade em todas as posições.

Antevisão de Francesco Farioli ao jogo Real Betis, equipe que procura a segunda vitória na competição. Na conferência de imprensa, Manuel Pellegrini destaca a experiência do Porto nesta prova. O treinador do Betis, de 73 anos, garante, no entanto, que a equipe da casa vai entrar com muita personalidade em campo.

Espero um Futebol Clube do Porto muito complicado. É uma equipe acostumada a jogar na Liga dos Campeões, normalmente todos os anos. Eu já tive a sorte de enfrentá-lo com o Málaga há alguns anos. Por sorte, tivemos um bom resultado. É uma equipe que quer ganhar o jogo, como fazem todos os grandes clubes. O importante é que à frente deles há uma equipe como o Betis, que mostra muita personalidade em todos os jogos, independente do rival que enfrentarmos. Temos que sair a ganhar e para isso temos que ter bons momentos individuais e um bom funcionamento.

Antevisão do treinador do Real Betis, Manuel Pellegrini. A partida tem início marcado para as 20h de amanhã e vai ter acompanhamento em direto aqui na Rádio Observador.

10 minutos para lá da meia-noite. Vamos a outras notícias que importa destacar nesta edição, Martim.

A sede da maior petrolífera do mundo foi consumida por chamas, é o que confirmam as autoridades sauditas. Não houve, no entanto, mortos nem feridos. O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou este incêndio que deflagrou na sede da empresa Aramco, na cidade saudita de Dhahran. As autoridades combateram o fogo de imediato e não foram registrados quaisquer mortos ou feridos. Falamos ainda de Benjamin Netanyahu, que diz que o Irão está a planejar um ataque para interferir nas eleições israelitas. Hamas ou Hezbollah podem mesmo ser utilizados, é o que diz o primeiro-ministro de Israel. Alerta que pode existir uma interferência nas eleições de 27 de outubro. Diz que os rumores são mesmo corretos e que vão fazê-lo diretamente através dos proxies, portanto, através do Hamas e do Hezbollah. E pra fechar, Vicente, viste o filme biográfico do Michael Jackson?

Não vi esse, nem muitos. Tem sido essa a minha odisseia. Também não vi A Odisseia.

Não viste A Odisseia?

Não vi nada.

Vale a pena.

Sou uma pessoa mais da audição, estamos na rádio, quero proteger-me atrás das frequências.

Eu vou te dar um audiobook, então, de A Odisseia.

Muito bem, obrigado.

Pois bem, enquanto aguardamos pela sequela, em 2027, o Michael Jackson entra com o moonwalk novamente nos nossos ecrãs.

Ele só sabe entrar assim, não é?

Exato, mas só entra de costas.

Há quem diga que é aos pés juntos, mas o caso dele é só mesmo moonwalk.

O concerto do cantor no intervalo do Super Bowl de 93 vai ser retratado num documentário que vai estrear na Hulu e na ESPN. A estreia Spectacle: Michael Jackson at the Super Bowl vai acompanhar o Rei do Pop na preparação pro espetáculo no Estádio Rose Bowl, na Califórnia, e está previsto para fevereiro. Os famosos halftime shows do Super Bowl, como foi o caso do concerto Bad Bunny este ano, tornaram-se um momento indispensável desde a atuação de Michael Jackson, onde o cantor interpretou clássicos como Jam, Billie Jean, Black or White, We Are the World e Heal the World. O documentário chega em fevereiro e a produção é de Bao Nguyen. Lembras deste halftime show?

Não.

Nem eu, também não era nascido.

Mas a verdade é que eu não sei se era nascido. Em 93, não, faltavam quatro anos.

Já viste. Não vimos o Rei do Pop.

Não vimos o Rei do Pop, mas vamos poder ver neste novo documentário que está prometido para fevereiro. É o fecho desta edição da meia-noite. Nós vamos sair, eu e o Martim Madeira, mas não vamos fazer moonwalk, vamos andar a pé, porque não somos particularmente talentosos para a dança. E é verdade, porque não há metro. Um grande abraço, Martim Madeira. As notícias estão de regresso à 00h30, já com a edição da Maria Miguel Marques.

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