Pezzolano minimiza pressão no Inter: "Não pode esperar me demitir para procurar treinador"


"Demos uma pequena respirada", analisa Luka Pumes | A Voz da Torcida
Minutos depois de conquistar a primeira vitória pelo Brasileirão no segundo semestre, o uruguaio chegou para conceder a entrevista. A conversa foi pautada pela crise que o time enfrenta.
Antes de derrotar o lanterna, o Inter era o único sem vencer no campeonato desde a retomada após a Copa. A série de tombos, com eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil, colocou o técnico como alvo de cobranças. Para Pezzolano, a semana conturbada serviu para evoluir.
– Alívio não dá. Ainda estamos com muita dívida com a torcida e nós mesmos. A semana foi de aprendizado constante. É o meu trabalho. Tenho uma pressão alta porque quero conquistar. Me cobro muito. É a maior pressão que tenho. Quero vencer para que minha família, que minha filha veja um pai ganhador. Estou muito feliz por tudo. Ganhamos os três pontos – disse o técnico.
Paulo Pezzolano passa por turbulência no Inter — Foto: Liamara Polli/AGIF
A vitória também veio após uma série de protestos dos torcedores. Houve, inclusive, encontro de membros das organizadas com dirigentes, comissão técnica e o grupo de jogadores. O que alegou não tê-lo incomodado.
O treinador, aliás, ainda respondeu se ficou desconfortável sobre a cobrança e sobre rumores de uma suposta procura para alguém substituí-lo. Pezzolano surpreendeu.
– É assim o futebol. Internamente, trabalhamos todos juntos. A procura pelo treinador é normal. Não pode esperar me demitir para procurar outro treinador. Não sei se fizeram ou não. Acho que não, mas se fizeram está bem. Zero problema – completou.
A vitória dá sobrevida a Pezzolano. Embora siga na zona de rebaixamento, o Inter chegou aos 28 pontos e reduziu a pressão sobre o treinador antes do duelo com o São Paulo, no próximo sábado, no Morumbis.
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