Carolina Dieckmmann mantém estratégia gradual para preservar a qualidade da pele aos 48 anos; dermatologista da atriz explica cuidados

Carolina Dieckmmann, que completa 48 anos nesta quarta-feira (16), chama a atenção pela pele impecável. Para preservar a qualidade da cútis sem alterar a identidade do rosto, a atriz mantém uma estratégia de cuidados construída ao longo do tempo. Em conversa com a Quem, a dermatologista Aline Vieira, que acompanha a artista, diz que sua rotina combina skincare, fotoproteção e tratamentos realizados de forma preventiva e gradual.
No consultório, Carolina recorre a diferentes tecnologias para estimular e preservar o colágeno, sempre de acordo com as necessidades da pele. Entre elas estão o Volnewmer, radiofrequência monopolar realizada a cada seis meses; o Exilis, utilizado para manutenção da firmeza; o Ultraformer, ultrassom microfocado feito uma vez ao ano; e o laser Fotona, incluindo o fracionado de Erbium, que contribui para o estímulo de colágeno e trabalha textura, poros e linhas finas.
A proposta, segundo Aline, é combinar diferentes estímulos ao longo do tempo, sem excessos. "É muito mais interessante a gente preservar uma estrutura que ainda está boa estimulando gradualmente o tecido do que esperar uma perda importante para tentar reconstruir", explica a médica.
Além dos procedimentos, a atriz mantém uma rotina de skincare pela manhã e à noite. Para a médica, contudo, o cuidado deve ser individualizado e considerar a qualidade global da pele, incluindo textura, luminosidade, uniformidade da cor, hidratação, barreira cutânea, espessura e sustentação.
A especialista resume os cuidados para essa fase em cinco pilares: fotoproteção diária; preservação da barreira cutânea; atenção à qualidade da pele, incluindo textura, manchas, luminosidade e hidratação; estímulo gradual de colágeno; e preservação da identidade do rosto.
Essa abordagem preventiva se torna ainda mais relevante a partir dos 40 anos, quando a pele passa a refletir uma combinação de processos fisiológicos relacionados ao envelhecimento. Entre eles estão a redução progressiva da produção de colágeno e elastina, a diminuição da espessura da derme, a perda de elasticidade e hidratação e uma renovação celular mais lenta.
Também se tornam mais evidentes os efeitos acumulados da exposição solar, como manchas e melanoses. Paralelamente, mudanças na estrutura dos tecidos, incluindo ligamentos, gordura profunda e estrutura óssea, contribuem para a perda de sustentação.
Para muitas mulheres, essa fase ainda coincide com a transição hormonal que antecede a menopausa. Com a redução do estrogênio, a pele pode ficar mais seca, fina e menos viçosa, além de apresentar uma recuperação celular mais lenta. Por isso, segundo Aline, envelhecer não deve ser analisado apenas pelo aparecimento de rugas. "O que envelhece, na verdade, é muito mais essa perda global de qualidade", explica.
A médica também alerta para um erro frequente entre mulheres que chegam aos 40 e 50 anos, o de acreditar que aumentar a quantidade de produtos significa necessariamente cuidar melhor da pele. "Às vezes, as mulheres chegam usando ácido retinóico, vitamina C, esfoliante e produtos de forma simultânea, o que acaba destruindo a barreira cutânea. Isso irrita a pele e não significa tratar melhor", pontua.
Outro problema é reproduzir a rotina de outra pessoa. De acordo com Aline, tanto o skincare quanto os procedimentos precisam considerar características individuais. "Não é uma receita de bolo. Às vezes, o que é bom para um não é bom para o outro", destaca.
A estratégia também muda conforme a idade. Aos 30, a prioridade é a prevenção e a proteção solar. A partir dos 40, o estímulo e a manutenção do colágeno ganham mais espaço. Próximo dos 50, entram ainda as mudanças hormonais e a necessidade de acompanhar alterações na pele e na sustentação dos tecidos.
"A estratégia da paciente vai evoluindo junto com ela. A pele vai mudando, a fase hormonal vai mudando, a anatomia vai mudando e a rotina também. Por isso, é tão importante ter esse acompanhamento longitudinal", afirma.
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