'Tudo Pode Ser Visto': documentário sobre golpista Elizabeth Holmes ganha data de estreia no Brasil

Longa dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim será o filme de encerramento da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
Um dos filmes mais esperados pelos cinéfilos brasileiros neste ano, Tudo Pode Ser Visto (You Can See Everything), documentário sobre Elizabeth Holmes, fundadora da empresa de tecnologia da saúde Theranos, estreia nos cinemas brasileiros em 26 de novembro. Dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, o longa será exibido na sessão de encerramento da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na quinta-feira (29), às 18h, no Teatro Cultura Artística.
Produzido pela A24, o filme estreou no dia 16 de outubro nos Estados Unidos e ganhou a crítica por sua proposta inusitada: Elizabeth - que hoje está presa por fraudes envolvendo sua empresa - teve os 34 dias antes de seu encarceramento monitorados por Nathan Fielder, documentarista conhecido por explorar situações desconfortáveis e os limites entre realidade e encenação.
O que começa como apenas um retrato da empresária condenada se transforma em um projeto documental de três anos, que investiga a relação entre a personagem, os cineastas e a própria construção de uma narrativa em torno da figura controversa. A Sony Pictures adquiriu os direitos de distribuição do longa para outros países da América Latina, além do Brasil.
Quem é Elizabeth Holmes?
Elizabeth Holmes fundou a Theranos em 2003, aos 19 anos, com a promessa de revolucionar exames de sangue por meio de pequenas amostras coletadas por uma picada no dedo. A tecnologia, porém, não cumpria o que a empresa anunciava, e o caso se tornou um dos maiores escândalos do Vale do Silício.
Em 2015, uma investigação do The Wall Street Journal revelou problemas nos equipamentos e questionou a confiabilidade dos resultados. A empresa entrou em colapso e encerrou as atividades em 2018. Em 2022, Holmes foi condenada por fraude contra investidores a 11 anos e três meses de prisão. Sua trajetória também foi retratada na minissérie The Dropout (2022), protagonizada por Amanda Seyfried.
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