Sete estruturas da GNR e PSP querem reunião com MAI

Quatro associações da GNR e três sindicatos da PSP exigiram esta quinta-feira ao ministro da Administração Interna uma reunião “no prazo máximo de uma semana” para discutir a atribuição de subsídio de risco idêntico ao da PJ, ameaçando com protestos.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG), Ricardo Rodrigues, afirmou que as sete estruturas estiveram reunidas e decidiram pedir a Luís Neves uma reunião “no prazo máximo de uma semana, antes de avançarem para ações de protesto”, recordando que as reuniões deveriam ter acontecido nos dias 15 de julho e 2 de setembro.
Ricardo Rodrigues explicou que estiveram presentes na reunião as estruturas que não assinaram o acordo com o Governo em 2024 e que permitiu a atribuição do subsídio de risco aos elementos das forças de segurança.
A atribuição do suplemento por serviço e risco volta a ser exigida por estas quatro associações da GNR e três sindicatos da PSP, que defendem uma equiparação ao subsídio atribuído aos inspetores da Polícia Judiciária e que deve ser um dos assuntos a serem tratados na reunião com o ministro, sublinhou o presidente da associação que representa os sargentos da Guarda.
Ricardo Rodrigues acrescentou que cada elemento da PSP e da GNR “perdeu até hoje e desde 2024 cerca de 9.000 euros” por não ter sido atribuído um subsídio de risco idêntico ao dos inspetores da PJ.
As estruturas sindicais e associativas da PSP querem também discutir com o ministro uma valorização remuneratória a partir de 1 de janeiro de 2027 e uma revisão estrutural das carreiras e do sistema remuneratório.
“Depois de 26 meses de promessas, adiamentos e incumprimentos, não aceitaremos novamente ficar a meio caminho. Não aceitaremos mais promessas sem resultados, calendários que não se cumprem ou acordos que perpetuem a desigualdade”, sustentam.
Esta semana, o ministro da Administração Interna referiu no parlamento que no final do mês vai retomar as negociações com os sindicatos da PSP e associações da GNR.
Questionado sobre estas declarações, Ricardo Rodrigues disse que não existem negociações e que desde 2024 foram celebrados dois protocolos negociais, mas não foi tomada qualquer medida.
Além da ANSG, estão envolvidas a Associação Nacional de Oficiais da Guarda (ANOG), Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG), Associação União dos Guardas (AUG), Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública (SUP), Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) e Sindicato de Polícia pela Ordem e Liberdade (SPOL).
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