Mário Centeno anda a fazer o curso para líder do PS?

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Está no ar a edição de hoje de "O Vencedor É". Pode acompanhá-la também em vídeo, com a realização do Tiago Couto. Carla Jorge de Carvalho. Recebemos para as notas de hoje o José Manuel Fernandes e o Luís Rosa, mas também o Paulo Ferreira e o Bruno Vieira Amaral.
E esta manhã vamos pontuar muito os ex-ministros, mas também a atual ministra da Saúde, Bruno, que hoje escreve um artigo no Jornal de Notícias. O que te chamou a atenção?
Sim, muito elogioso para ela própria. É uma espécie de balanço destes anos. E há aqui uma curiosidade que tem a ver com os restantes ministros e outros ministros que têm estado debaixo de fogo, e seria aquilo que eu destacaria, não do conteúdo do artigo, mas olhando de uma perspectiva mais abrangente para o que tem sido a governação, o papel e o desempenho dos vários ministros. Parece-me que o caso de Ana Paula Martins será exemplar para o primeiro-ministro, do que para ele seria não só exemplar, mas o ideal até do desempenho de um ministro, que é numa área que é sempre muito sensível, e nós sabemos que os ministros da Saúde são normalmente dos mais impopulares, com raríssimas exceções. Talvez Marta Temido tenha sido uma das exceções, também em circunstâncias muito especiais, mas sabemos que os ministros da Saúde estão sempre debaixo de fogo. É sempre a área da governação em que há mais críticas, praticamente não há momentos de alívio. Há outros ministros, outras áreas de governação, que estão mais ou menos a salvo disso, mas na Saúde isso não acontece. Estão sempre debaixo de fogo. E Ana Paula Martins, se pode fazer um elogio de alguém que não é a própria ministra, é que tem aguentado, tem resistido, e também com mérito para o primeiro-ministro, a ministra tem resistido aos piores momentos e parece, e aí se ela também puxar aqui os dados, e há aqui também, claro, um olhar positivo, para não dizer enviesado, sobre os números, mas parece que ultrapassou os momentos mais difíceis da governação e conseguiu entrar aqui, eu não diria o que ela diz, que é a paz e o bom serviço voltaram, mas pelo menos de alguma estabilidade. Eu acho que isso é um mérito da ministra e é também um mérito das circunstâncias em que outros ministros passaram a ser o alvo. Ou seja, Ana Paula Martins, nestes meses, e os meses de verão têm sido, por regra geral, meses complicados para a saúde, acabou por beneficiar do fato de outros ministros, no caso Luís Neves e Fernando Alexandre, estarem debaixo de fogo, estarem a ser eles os principais alvos das críticas. Portanto, eu não diria que está tudo na paz dos anjos na saúde, mas que há aqui um mérito de ter trazido a área saúde para uma relativa estabilidade. A ministra destaca o investimento nos cuidados primários, também que há alterações que houve para a redução das listas de espera de cirurgias, em que dá o exemplo de quando foram detectadas irregularidades, houve mudanças, por exemplo, no Santa Maria e também no Hospital de Braga. Houve mudanças no sentido de se alocar os incentivos que existem a cirurgias mais complexas, porque 30%, a ministra chama a atenção para esse número, 30% das listas de espera são para cirurgia plástica, dermatologia e oftalmologia. Não quer dizer que não haja situações nestas áreas que não sejam graves, mas há também um esforço para alocar esses incentivos para a redução das listas a áreas mais complexas e mais urgentes. Por fim, a ministra, fazendo este balanço positivo e do regresso da paz, não deixa de apontar para o futuro, e aqui há uma estratégia, eu creio que comum ao governo, que é: somos um governo reformista, vamos fazer reformas e as reformas vão dar contestação. Portanto, o problema, nós já estamos à espera desse embate, estamos à espera dessa contestação, mas é porque somos reformistas, e isso é particularmente válido no caso dos médicos tarefeiros. E uma vez mais, já falamos aqui disso várias vezes, a culpa não é dos médicos tarefeiros, a culpa é de um sistema que se tornou dependente dos médicos tarefeiros. Mas a ministra já está a preparar a opinião pública para a contestação que aí vem, porque essa será a próxima guerra do governo.
E a famosa portaria vai ter que sair até dia 30 de setembro, por isso não faltará muito para que isso eventualmente comece a acontecer. Qual é a tua nota, Bruno?
Eu vou dar uma nota positiva à ministra da Saúde, vou dar um 12. Acho que há aqui talvez um ligeiro exagero quanto às circunstâncias atuais do tal, a paz e o bom serviço. Não sei se a paz vai durar muito, mas há uma melhoria, mesmo que ligeira, e sobretudo a ministra conseguiu virar pelo menos a narrativa, se não as condições mesmo, pelo menos a narrativa, mas isso também conta porque lhe dá maior margem política para os próximos tempos.
Um 12 para a ministra e há o artigo hoje no Jornal de Notícias. O que é certo é que hoje os jornais trazem muitas referências a antigos ministros, José Manuel, e a ti chamou-te a atenção dois ex-ministros de António Costa, Mário Centeno e Augusto Santos Silva, os dois hoje no público, um em entrevista, o outro numa pré-publicação.
É verdade. Eu acho que às vezes há pessoas que, como se dizia, não se enxergam. Quer dizer, faz-me um bocado de confusão. Repara, já que o Miguel falou Da ideia de Centeno ser uma espécie de vice-primeiro-ministro. Eu acho que é uma ideia absolutamente extraordinária em várias questões. Primeiro, ter a noção de que se pode chegar ao lugar de vice-primeiro-ministro apenas porque se é Mário Centeno. Depois, achar que se pode. Repara, ele queria ir para o governador do Banco de Portugal, não queria ficar como vice-primeiro-ministro. Achava que em seis meses, que era o tempo que ele tinha, até podia ser governador do Banco de Portugal e resolver o problema da saúde. Achava que a saúde era só um problema de contas, não era um problema de estrutura do serviço que é praticado. E achava que ele já passou do governo para o governo do Banco de Portugal, praticamente sem período de nojo. Assim, seria um salto direto. E ele acha tudo isto absolutamente normal e era assim que as coisas deviam ter acontecido. Apesar de depois não ir resultar nada, porque depois vinha a Covid e furava-lhe os planos todos. E vir confessar isto eu acho inacreditável. Mas porventura, ainda mais inacreditável, há muitas passagens bastante inacreditáveis da entrevista de Augusto Santos Silva, que continua, de facto, alguém que tem o umbigo maior que o mundo. A ideia de que ele foi ministro de Sócrates, trabalhou muito bem com ele, e eu vou citar porque a passagem merece ser citada. E portanto, tem seguido com muita atenção o julgamento de Sócrates, porque ele tem uma pergunta, e eu agora cito: "Saber se aquele com quem trabalhei enquanto primeiro-ministro cometeu algum crime, qual e quando." Portanto, Augusto Santos Silva ainda não sabe se José Sócrates cometeu crimes. Ainda não sabe, ainda tem essa dúvida. No fundo, a única coisa que lhe interessa é saber se o apanharam ou não. Porque basicamente, a dúvida que resta é se o apanharam ou não. Mas não, ele acha que no fim o seu antigo companheiro, o seu antigo líder, o seu antigo ídolo, pode escapar ou não pode escapar-se e consegue escrever isto, ou melhor, dizer isto numa entrevista. Eu acho fantástico que para tudo o resto que ele diz na entrevista, a meu ver, para mim nem valeria a pena muito ler. Alguém que acha que ainda está na dúvida sobre se José Sócrates cometeu algum crime e não sabe quando e como, apesar de ter estado ali ao lado dele durante seis anos seguidos como principal ajudante ou um dos principais ajudantes, não deixa de ser absolutamente extraordinário. A vontade que me dá para os dois é dar zero às duas entrevistas. Como início de semana, não acho que possa dar melhor.
O pessoal pode melhorar, não é?
Estás a rir-te, Paulo?
Claro.
Estás a rir-te, Paulo.
Vai ter corrido a zero já na segunda-feira.
É porque a partir de agora melhora, não é, José Manuel?
Agora melhora.
E fica zero a dois ministros. O José Manuel dizia, Luís Rosa, que nem vale a pena ler o resto da entrevista de Augusto Santos Silva, mas tu leste, não foi? E paraste na questão da Judiciária e da tentativa de se querer aniquilar a instituição.
Sim.
É uma afirmação.
Eu li a entrevista. Já vou a essa parte que o José Manuel acabou agora de dizer, mas o meu comentário essencial é sobre outra parte da entrevista, que é que faz título, tem a ver com a Polícia Judiciária. Eu já discordei inúmeras vezes, e já vou voltar a discordar daqui a pouco. Já discordei inúmeras vezes de Augusto Santos Silva, de forma clara, contundente, quando nomeadamente na pele de presidente da Assembleia, armava aqueles espetáculos fúteis e politicamente inúteis com André Ventura, e até discordo de boa parte das premissas da sua entrevista ao público. Mas eu parti de um ponto de vista no que diz respeito à análise do caso Luís Neves. Independentemente das críticas aos conflitos de interesse, à ausência da apresentação de declarações ao Tribunal Constitucional por parte de Luís Neves, enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária, eu acho que há uma questão mais estrutural, e é quando Augusto Santos Silva diz que não devemos contribuir ingenuamente para uma operação política de liquidar a PJ, porque Luís Neves e a PJ souberam distinguir entre criminalidade, segurança e imigração. E como tal, colocaram em causa a narrativa do Chega. É verdade que Augusto Santos Silva, que é uma espécie de cardeal Richelieu de José Luís Carneiro neste momento, explica assim porque razão é que o PS votou contra a CPI do Chega a Luís Neves. Mesmo tendo em conta que também há ajustes de contas internos na Judiciária, eu confesso que até vou um pouquinho mais longe que Augusto Santos Silva em relação a dois prismas no que diz respeito a esta CPI do Chega. Em primeiro lugar, eu acho que há aqui indícios claros de autoritarismo do Chega. Luís Neves pode e deve ser escrutinado por todas e quaisquer razões, não é isso que está em causa, mas o que o Chega faz é uma autêntica caça ao homem, para mostrar ao país que: "Vejam lá o que acontece a quem se mete conosco." E quem se mete com o Chega, é escrutinado e é perseguido na praça pública numa autêntica caça ao homem. Isso por parte de um partido político, não estou aqui a falar obviamente da comunicação social, que está a escrutinar Luís Neves como pode e deve escrutinar. Mas mais do que isso, a CPI mais não vai servir do que para se fazer uma espécie de strip-tease da PJ em plena praça pública. E mais do que por me dar formas que melhorem o funcionamento da PJ, vai servir para enfraquecer a Judiciária, que é um pilar das forças de segurança. E por exemplo, hoje temos no Diário de Notícias uma sondagem que revela que 59% dos inquiridos têm uma confiança grande ou muito grande na Polícia Judiciária, o que é uma avaliação, de facto, muito positiva e que só é superada pela confiança dos portugueses nas Forças Armadas. E portanto, há outras formas de conseguir reformas na Judiciária, como as auditorias em curso, e depois com uma análise parlamentar na primeira comissão de todas essas conclusões, de forma racional, de forma fundamentada, e não de forma emocional e como uma mera arma de vingança. Portanto, eu concordo com Santos Silva nesse ponto. Agora, em relação a Sócrates, e se Santos Silva tem essa dúvida, se Sócrates praticou crimes ou não, eu deixo outra pergunta para Augusto Santos Silva. Também viveu durante 17 anos com empréstimos de amigos? Acho isso normal. Considerar que essa é uma forma racional de um político viver durante 17 anos. Dezessete anos foi o tempo que Augusto Santos Silva foi ministro dos governos do Partido Socialista. Também é normal que um ministro ou um primeiro-ministro viva durante 17 anos sem que o público saiba que ele vive à custa do amigo? Amigo esse que tem negócios com o Estado. E já agora, também acha normal que o Manuel Pinho, que foi ministro da Economia, e seu companheiro de governo, também tenha recebido cerca de 15 mil euros todos os meses, enquanto foi ministro da Economia do governo de José Sócrates? Enfim, são perguntas bastante fáceis de fazer.
Receber do Grupo Espírito Santo, já agora.
Desculpa?
Receber do Grupo Espírito Santo.
Aqui, até era irrelevante que recebesse, mas tinha recebido do Grupo Espírito Santo.
Vocês têm mau feitio. Não, receber-
Recebeu do Grupo Espírito Santo, podia receber de outro grupo económico. Podia ter recebido de outro grupo económico. A questão é que ele recebeu de um grupo sobre o qual tomava decisões.
Sobre Santos Silva, acho que vocês também têm mau feitio. Eles só não querem é fazer julgamentos precipitados sobre José Sócrates.
Mas são boas perguntas para Santos Silva responder na próxima entrevista, para ver se ele tem alguma... Eu realmente penso que tem uma má relação com o seu passado histórico que não devia ter.
Uma pessoa já não sabe o que dizer.
Só falta a nota, Luís.
A minha nota é um 10, precisamente por causa desta segunda parte. Podia ter dado um 12, mas fica para um 10, porque eu concordo com a questão da Polícia Judiciária. O pensamento do Santos Silva sobre a CPI da PJ.
Tens outras questões. Voltemos a outro dos ministros que já aqui falámos, Mário Centeno. Paulo?
Sim, no fundo, também para acompanhar o tema que o Zé Manuel já falou. Mário Centeno está aí, anda por aí, anda cada vez mais por aí. E a ambição dele também está à vista. Já sabíamos que ele quis ser primeiro-ministro, quando achou boa ideia que o nome dele fosse suposto à questão da saída de António Costa. E portanto, ele aceitou que esse caminho fosse testado, em que era ele substituir António Costa sem eleições. Sabemos agora pelo próprio, porque há um livro de memórias que vai ser lançado, que quis ser vice-primeiro-ministro. Basicamente, aquela posição que ele propôs a António Costa, que era sair das finanças e ficar com uma função transversal a todo o governo, sobretudo naquele momento, para tratar dos problemas da saúde e da gestão da saúde. E as participações públicas que ele vai fazendo, e a defesa que ele vai permanentemente fazendo do seu lugar, basta ouvi-lo na CNN todas as segundas-feiras à noite, para perceber que nada daquilo é por acaso. Isto é, Mário Centeno vai sempre aos números buscar as séries, seja de crescimento, seja de investimento público, seja de dívida, défice. Vai sempre dizer que o seu período da gestão das finanças e daquele governo em concreto, a geringonça, é que foi bom e a partir daí tudo se perdeu. Mesmo em assuntos difíceis como o investimento público, que nós sabemos que as contas certas não se fizeram com a reforma do Estado ou da despesa pública, fizeram-se cortando muitas vezes cegamente com o chamado investimento público e até despesa corrente, o chamado veto de gaveta. Que ativações? Veto de gaveta do ministro das Finanças, que é esquecer-se dos papéis e das assinaturas.
Não reformou absolutamente nada.
Lá está, isso é outro ponto. Ele não reformou nada, mas ele diz, e disse na conferência inaugural do think tank, o Instituto de Progresso. Já agora, o Instituto de Progresso é uma espécie de resposta mais à esquerda do Instituto Mais Liberdade.
Espera, com Isaltino Morais, a não ser que seja tesoureiro do Instituto de Progresso.
Não sei.
É uma ideia, deixo-me uma ideia. Isaltino Morais para tesoureiro do Instituto de Progresso.
Para tesoureiro. Ok, pronto, fica essa ideia. Nessa conferência inaugural, Mário Centeno teceu loas ao governo da geringonça, diz que esse período de 2016 a 2019, ele diz que foi uma exceção no deserto absolutamente dramático e caótico que foi a política em Portugal. Disse que esse governo, estou aqui à procura da frase, esse foi o governo mais reformista da história recente do país, o governo da geringonça. E obviamente que Mário Centeno está a olhar para isto com os óculos dele e com os olhos dele, enquanto ministro das Finanças. Agora, também não se percebe como é que um governo tão reformista chega ao fim de quatro anos e o próprio Mário Centeno se propõe ao primeiro-ministro para ir ter um papel que era de reforma da saúde, reforma pelo menos da gestão e de financiamento da saúde. E há aqui outra contradição. Mário Centeno diz que Marcelo Rebelo de Sousa nunca devia ter dado posse ao atual governo sem que este tivesse apoio parlamentar. Eu percebo a ideia. No fundo, é os presidentes obrigarem os vencedores das eleições a encontrarem soluções parlamentares. Isso acontece em muitos países, antes de tomarem posse. Às vezes demora meses e meses, como nós sabemos, o caso da Alemanha, por exemplo. Só que há aqui uma pequena contradição. Mário Centeno tomou posse, ele próprio, como ministro das Finanças, no governo minoritário de António Costa, logo a seguir à geringonça. Aí sem qualquer apoio parlamentar, porque a geringonça tinha acabado. Enfim, são pequenos detalhes. Sobre as reformas estruturais, que são aquela coisa que toda a gente diz que fez quando esteve no governo e toda a gente acusa os governos atuais de não fazer. Veja-se as críticas, por exemplo, de Pedro Passos Coelho ou o atual governo de Luís Montenegro. Há uma frase interessante de Dan Ariely. Dan Ariely é professor e economista comportamental. Ele disse esta frase em relação ao big data e à forma como as empresas estavam na altura em que se falava muito de big data, há meia dúzia de anos, como as empresas estavam a lidar com os dados, no fundo, os primórdios da inteligência artificial, se quisermos. Eu vou adaptar a frase às reformas estruturais. E a coisa fica mais ou menos assim: as reformas estruturais são como o sexo na adolescência. Todos falam sobre elas, ninguém sabe bem como se faz, todos pensam que é popular e por isso todos dizem que também as fazem. E eu acho que as reformas estruturais são isto em Portugal. Portanto, o rei vai nu, claramente, porque de facto não há ninguém que as faça ou pelo menos que as faça bem feitas.
Anota, Paulo.
Para Centeno, sobretudo aqui para estas incongruências entre aquilo que ele fez na altura, que ele diz que devia ser feito agora em relação à posse e às reformas estruturais. Se há governo que não foi reformista, foi o da geringonça, que aquilo era gerir um dia atrás do outro, também pelos apoios parlamentares que tinha, não dava para fazer grande coisa. Eu dou aqui um quatro a Mário Centeno, porque eu acho que há aqui alguns lapsos de memória do ex-ministro das Finanças.
Eu só fico com uma dúvida: Centeno gémeo e líder do PS?
Eu penso que ainda não, ainda é independente.
Ainda não, mas com tanta ambição, credo.
Mais tarde ou mais cedo, provavelmente terá que resolver isso.
Se calhar era bom vermos quando é que vai ser o próximo congresso do Partido Socialista e poderá haver novidades.
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