Suecos vão às urnas em disputa apertada entre direita e social-democratas

"Costuma-se esquecer que não existe uma maioria de esquerda na Suécia desde as eleições de 2002. Os social-democratas governaram entre 2014 e 2022, mas sempre em situação minoritária. Se a oposição vencer, a questão será saber se conseguirá formar uma maioria parlamentar", explica Perrin.
A aliança oposicionista reúne quatro partidos. Três deles pertencem ao campo da esquerda, mas também inclui o Partido do Centro, progressista em temas sociais, porém liberal e mais próximo da direita em questões econômicas. Essa composição heterogênea pode dificultar a construção de uma coalizão estável.
Participação da extrema direita
Do lado governista, Kristersson já anunciou que, se permanecer no poder, pretende nomear ministros dos Democratas da Suécia, partido de extrema direita que apoia sua coalizão desde 2022. A legenda teve forte influência nas políticas de imigração e segurança implementadas nos últimos anos.
Segundo analistas, a entrada formal dos Democratas da Suécia no governo representaria uma mudança histórica no cenário político sueco. Desde sua chegada ao Parlamento, em 2010, o partido foi amplamente isolado pelas demais forças políticas. A legenda também voltou a adotar um discurso mais radical durante a campanha eleitoral, especialmente sobre imigração.
Estado de bem-estar social em jogo
Apesar da forte presença das questões identitárias e de segurança na campanha, pesquisas indicam que as principais preocupações dos eleitores são a saúde e a educação. O aumento das dificuldades enfrentadas pelos hospitais e escolas recolocou no centro do debate o futuro do Estado de bem-estar social sueco.
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