Surto de infecção por alface adoeceu quase 13 mil nos EUA, diz FDA

A investigação começou após autoridades de saúde identificarem casos de ciclosporíase associados ao consumo de alface-americana picada fornecida pela Taylor Farms de Mexico. O produto era utilizado por redes de restaurantes e também foi vendido no varejo.
Segundo a Associated Press, a FDA informou que os resultados das amostras ambientais reforçam as evidências que relacionam a unidade de processamento ao surto. A agência, no entanto, não conseguiu determinar de que maneira o parasita chegou aos alimentos.
A investigação americana, porém, ocorre em meio a divergências entre os resultados das autoridades dos dois países. Em agosto, órgãos mexicanos de segurança alimentar informaram que não haviam detectado o parasita nas amostras de alface e água analisadas. A FDA, por sua vez, havia retirado anteriormente um resultado positivo de uma amostra de alface coletada na fronteira, após concluir que se tratava de um falso positivo.
Quase 13 mil pessoas adoeceram
O surto foi registrado em 21 estados americanos e provocou 12.883 casos de infecção, de acordo com os dados divulgados pelas autoridades de saúde. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) declararam o surto encerrado em 11 de setembro.
Em julho, a Taylor Farms iniciou um recall voluntário de produtos de alface-americana provenientes do centro do México. A medida incluiu itens comercializados sob a marca Marketside, vendida pelo Walmart, além de produtos distribuídos a restaurantes e outros estabelecimentos. Segundo a FDA, os produtos recolhidos já não deveriam estar disponíveis no mercado.
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