Fofoqueiro de 'A Nobreza do Amor', João Fontenele abre reta final da trama e torcida por Sebastião e Virgínia

Na reta final de A Nobreza do Amor, João Fontenele não está preparado para se despedir de Sebastião, secretário do prefeito de Barro Preto, que está sempre por dentro das fofocas da cidade. Em conversa com a Quem, o ator faz um balanço da experiência na novela, fala sobre a torcida do público para que seu personagem fique com Virgínia (Theresa Fonseca), revela o que pretende buscar depois da trama e conta o papel que mais gostaria de fazer depois do vereador.
Sebastião, conhecido como Bastião ou Língua de Afofô na trama, ganhou espaço na novela das 6 por estar envolvido em boa parte das informações que circulam pela cidade. "Passar meses convivendo com bons profissionais e absorvendo conhecimento dentro de uma estrutura tão grandiosa como a dos Estúdios Globo traz um aprendizado enorme”, diz João.
O que capturou as redes mesmo foi o morde e assopra com Virgínia, o que espantou o próprio ator. “Sempre me surpreende quando, mesmo com raiva das atitudes do Sebastião em relação à Virgínia, as pessoas ainda torcem para que os dois fiquem juntos”, afirma.
"Isso mostra a complexidade interessante desses personagens e, ao mesmo tempo, a crença de que o amor pode transformar os dois", pondera.
A repercussão também aparece fora da TV e das redes sociais. João conta que já foi abordado por espectadores que conversam com ele como se fosse o secretário. “Eu me emociono sempre quando alguém me aborda para falar do Sebastião, principalmente quando vem falar comigo como se eu fosse o personagem, em tom de brincadeira. Fico impressionado com o poder da televisão”, aponta.
Quando pensa no fim da novela, previsto para o dia 6 de novembro, João diz que sentirá falta principalmente das relações construídas nos bastidores.
“Vou sentir muita falta dos meus colegas de trabalho, da minha troca com a Theresa e de tudo o que construímos para que nossos personagens fossem afinados. Vou sentir falta também de tudo o que aprendi com o Fábio Lago, que considero um dos melhores atores do nosso país e com quem tive o prazer de ser parceiro de cena. Hoje, ele é um amigo”, reflete.
Os 'nãos' da carreira
A despedida do papel também acontece em um momento em que João olha para os próximos passos da carreira. Com experiências no cinema, teatro e televisão, além de trabalhos como diretor, roteirista e produtor, o ator admite que a instabilidade da profissão ainda é uma questão.
“Neste momento, consigo lidar com isso com mais tranquilidade, mas ainda tenho muito medo da escassez, porque, durante muito tempo, foram mais ‘nãos’ do que ‘sins’, e isso me fez desistir da carreira algumas vezes”, revela.
João também admite ter receio de ser esquecido, especialmente nos períodos em que está longe das telas. “Ainda tenho medo de cair no esquecimento. Então, as negativas me atingem de maneiras diferentes, dependendo de como estou profissionalmente quando as recebo. Talvez eu ainda nem tenha aprendido, de fato, a lidar com os ‘nãos'", assume.
Depois do Bastião
Com o encerramento de A Nobreza do Amor, João quer se afastar do que já fez e experimentar personagens diferentes: um dos desejos é justamente encarar um projeto com cenas de luta e investigação. “Tenho muita vontade de fazer algum personagem no gênero de ação, com muitas cenas de luta misturadas com investigação. Acho algo bem distante de mim, mas é um tipo de filme que gosto de assistir como entretenimento”, afirma.
O interesse também tem uma relação afetiva com o cinema que fez parte de sua infância. “Talvez esse desejo venha da infância, dos filmes de super-heróis e dos filmes que eu via meu pai assistindo. É um desejo afetivo”, explica.
Enquanto aguarda novos trabalhos na televisão e no cinema, o ator também desenvolve projetos próprios. João prepara Não Vamos Falar de Amor, seu primeiro monólogo, que pretende levar ao teatro, e trabalha em um curta-metragem pensado para o circuito de festivais.
Ele também desenvolve o argumento de seu primeiro longa-metragem. “Meu monólogo vem como uma tentativa de ‘independência’, em que eu consiga circular com um trabalho solo, mostrando minhas pesquisas, minhas histórias e minha atuação”, adianta.
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