Antes da COP17 sobre desertificação, pastores se reúnem na Mongólia para proteger suas terras
"Talvez, nos próximos anos, os pastores, sobretudo os nômades, não tenham problemas de terra. Caso contrário, em cerca de dez anos, com a forte urbanização e a descoberta de recursos naturais, as terras pastorais estarão ameaçadas", explica Nasirou, criador no norte do Senegal.
Necessidade de se deslocar
Os modos de vida desses grupos também podem ser restringidos pelas fronteiras. Essa é outra grande demanda do encontro: garantir a liberdade de circulação dos pastoralistas entre países. É a realidade de Moctar, no Níger: "De qualquer forma, precisamos nos deslocar, porque os animais precisam ir onde há pasto, água... Os deslocamentos são essenciais. Se não há deslocamento, não há criação."
Ao todo, quatro relatórios resultaram desta semana de negociações, incluindo um específico para as mulheres pastoralistas, como Dewelle, no Senegal: "É uma questão de segurança. Há pessoas que nunca viram uma mulher fazer migração sazonal de seus rebanhos sem estar acompanhada por um homem", disse.
Todas essas demandas serão apresentadas na COP17 sobre a luta contra a desertificação.
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