Brasileiro é condenado nos EUA por liderar esquema de R$ 151 mi do PCC


Um brasileiro foi condenado nos EUA a 12 anos de prisão por atuar como gerente e supervisor em um esquema internacional de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) ligado ao tráfico de drogas, de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
O que aconteceu
Ygor Fokin Saviolli, 35, recebeu a pena por envolvimento com o PCC, que lavou mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 151 milhões) em dinheiro ilícito. Segundo documentos do processo citados pelo Departamento de Justiça, o grupo movimentava valores obtidos, entre outras fontes, com a venda de drogas.
Outros cinco réus também foram sentenciados em 24 de setembro, com penas que vão de 12 meses e um dia a 94 meses de prisão. Foram condenados Gabriel Cezar Menezes (94 meses), Omar Aliperti De Mello Correa (30 meses), Leandro De Avila Goncalves (24 meses) e João Andrade De Mello e Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa (12 meses e um dia cada). Todos são brasileiros, exceto Omar, que é cidadão norte-americano.
Autoridades afirmam que os brasileiros do grupo estavam em situação irregular nos EUA quando foram presos. O comunicado do Departamento de Justiça não detalha as datas das prisões nem em quais cidades elas ocorreram. Também não informam se eles serão deportados para o Brasil.
A acusação aponta que a organização operava em vários estados dos EUA e tinha ramificações em outros países. O esquema, segundo a Justiça, usava "mulas" para recolher grandes quantias em espécie e depositar o dinheiro em bancos, com o objetivo de ocultar a origem e devolver os lucros a fornecedores de drogas fora do país.
Mensagens em cadeias de WhatsApp eram usadas para coordenar dezenas de coletas de dinheiro pelo país, segundo os autos. A promotoria diz que Saviolli colocava recursos iniciais para viabilizar as operações e supervisionava o recebimento e a lavagem do dinheiro em espécie.
Como o UOL mostrou em julho, os seis acusados se declararam culpados à Justiça norte-americana por conspiração para cometer lavagem de dinheiro. As declarações foram aceitas pelo tribunal distrital, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.
Como o esquema funcionava, segundo a acusação
O Departamento de Justiça afirma que Gabriel Cezar Menezes atuava como facilitador, orientando e supervisionando os mensageiros. Ele também teria feito, pessoalmente, coletas de dinheiro em espécie em diversas ocasiões.
Omar Aliperti De Mello Correa, João Andrade De Mello, Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa e Leandro De Avila Goncalves teriam atuado fazendo a coleta de dinheiro vivo em vários momentos. O grupo teria feito coletas em cidades como Atlanta, Charlotte, Chicago, Cleveland, Minneapolis, Rochester e Tampa, entre outras, segundo a acusação.
As confissões de culpa por conspiração para cometer lavagem de dinheiro foram aceitas pela Justiça em junho de 2026. A investigação ficou a cargo do FBI, com apoio da agência antidrogas DEA e da Homeland Security Investigations (HSI), segundo o comunicado.
As defesas dos condenados não foram localizadas para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
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