Moraes quebra sigilo, bloqueia bens e cancela passaporte de Willer Tomaz

Além da quebra de sigilo, Moraes determinou o sequestro, bloqueio e indisponibilidade dos bens imóveis e móveis até o valor de R$ 6 bilhões.
Também determinou cancelamento dos passaportes do investigado, inclusive um diplomático, e a suspensão de atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as suas empresas.
Na decisão, o ministro solicitou informações sobre todos os ex e atuais correntistas das empresas Alcazar Holding Ltda, Alcazar Holdings Unipessoal e Alcazar Global Holdings.
A decisão destaca a ligação entre Willer e Flávio Bolsonaro, que fez a investigação ser remetida ao STF.
"O primeiro registro diz respeito ao senador Flávio Bolsonaro. A documentação de abertura da conta bancária da Alcazar Holding indica que o parlamentar figurava com perfil de usuário master, condição que, em princípio, lhe conferia elevado nível de acesso e de gerenciamento da conta, situação que teria perdurado, ao menos sob a perspectiva operacional, até 22/05/2025, quando solicitada a exclusão do acesso por correio eletrônico", diz trecho da decisão de Moraes.
"A Alcazar Holding, por sua vez, figura na Fraction 024, integrante do mesmo conjunto societário ora submetido a exame. Identificaram-se, ademais, viagens envolvendo integrantes das famílias de ambos, operacionalizadas pela Cathedral Holding, empresa que, segundo os elementos analisados, não figurava apenas em relações de natureza societária ou patrimonial."
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