Presidente moçambicano lança programa para gerar emprego

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, lançou este sábado o programa “Jobs Now”, dotado de cerca de 128 milhões de dólares (110 milhões de euros), para promover a criação de emprego e apoiar empresas com capacidade de contratar jovens nacionais.
Falando durante a inauguração do Centro de Negócios de Mocuba, na província da Zambézia, centro do país, o chefe de Estado moçambicano afirmou que a criação de postos de trabalho para jovens e mulheres constitui uma das prioridades centrais da atual governação.
“É para responder a este desafio que lançamos hoje o programa ‘Jobs Now’, uma iniciativa orientada para acelerar a criação de emprego para a juventude, apoiar a empregabilidade dos jovens, fortalecer empresas, dinamizar setores com maior capacidade de absorver mão de obra e gerar rendimento”, explicou Daniel Chapo.
Segundo o dirigente moçambicano, a iniciativa deverá funcionar como uma plataforma de articulação entre financiamento, formação profissional, empreendedorismo e apoio ao setor privado, procurando aproximar os jovens das oportunidades existentes no mercado de trabalho.
“O sucesso deste programa deverá ser medido não apenas pelos recursos mobilizados, que são cerca de 128 milhões de dólares [110 milhões de euros], mas sobretudo pelos empregos criados, pela qualidade destes empregos e pela capacidade de integrar jovens e mulheres na atividade económica”, afirmou.
Chapo defendeu ainda que o crescimento económico só se traduz em desenvolvimento quando produz resultados concretos para a população, nomeadamente através da criação de emprego, do aumento do rendimento das famílias e do fortalecimento das empresas nacionais.
“O Governo tem a consciência de que o crescimento económico só se torna verdadeiramente desenvolvimento quando chega às comunidades. Quando o dinheiro chega no bolso do povo é que nós podemos falar de desenvolvimento”, afirmou.
Explicou ainda que o programa estará articulado com outros instrumentos públicos de promoção do emprego e financiamento, incluindo o Fundo Catalítico, o Emprega, o ProJovem, o Promulher e a iniciativa Acredita Emprega.
“Queremos passar de iniciativas dispersas para uma resposta coordenada. Queremos que a formação do jovem esteja ligada às necessidades reais das empresas, que o financiamento chegue a quem tem capacidade de produzir e empregar”, defendeu.
Durante o discurso, Chapo reiterou igualmente que “é o setor privado que gera renda para as famílias”, cabendo ao Estado criar condições favoráveis ao investimento e eliminando obstáculos à atividade empresarial.
O chefe de Estado apelou ainda à redução da burocracia e à melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados aos empresários e investidores.
“Nós, como setor público, não podemos ter ‘complicómetros’ só para complicar o setor privado”, declarou, acrescentando que os serviços do Estado devem atuar com celeridade, transparência e espírito de facilitação dos negócios.
Chapo aproveitou a ocasião para destacar os grandes investimentos previstos para a bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, afirmando que os projetos de gás natural atualmente em curso ou em preparação poderão representar até 60 mil milhões de dólares (51,6 mil milhões de euros) de investimento nos próximos anos. Nesse sentido, apontou para reformas em preparação, incluindo alterações à legislação mineira e petrolífera, novas regras de conteúdo local e a criação de um Banco de Desenvolvimento.
A cerimónia serviu também para inaugurar o Centro de Negócios de Mocuba, concebido para prestar apoio a empresários, investidores e instituições de promoção empresarial, incluindo serviços de formalização de empresas através do Balcão de Atendimento Único.
Para Chapo, a infraestrutura deverá contribuir para aproximar os serviços públicos dos cidadãos e criar melhores condições para o crescimento das micro, pequenas e médias empresas.
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