Na ONU, Delcy promete reforma com eleições na Venezuela e agradece Trump

Delcy agradeceu a Trump pela cooperação com a Venezuela e afirmou que é possível manter o diálogo apesar das diferenças. Ela também defendeu que os dois países trabalhem juntos contra "criminosos transnacionais" e citou a cooperação nas áreas de energia e segurança.
A aproximação com os EUA, no entanto, é alvo de críticas dentro da Venezuela. Opositores protestaram em Caracas contra a participação de Delcy na Assembleia da ONU e acusaram as Nações Unidas de legitimar seu governo. Os manifestantes também rejeitaram o que chamaram de "tutela" dos Estados Unidos e cobraram uma transição democrática.
Delcy também citou a necessidade de mudanças nas instituições venezuelanas e afirmou que a estabilidade internacional depende de questões como segurança alimentar e energética. Ao falar sobre energia, disse que a Venezuela terá um papel importante e citou um acordo com os EUA que, segundo ela, "contribuirá para o equilíbrio da economia venezuelana e do comércio internacional".
Ela também afirmou que a Venezuela passou por duas "grandes e dolorosas provações" em 2026: o acirramento do confronto com os EUA e os terremotos de 24 de junho. Segundo Delcy, o país latino passa por um "renascimento" em diferentes aspectos.
Lula falou sobre Venezuela na ONU
Mais cedo, na mesma Assembleia Geral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou a situação venezuelana. Ele afirmou que a população do país "merece decidir seu próprio destino" e defendeu a realização de eleições, além de criticar a interferência externa em processos eleitorais.
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