Trump ameaça usar poder militar dos EUA para garantir 'interesses' na América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 22/09, que os EUA usarão "poderio militar incomparável" na América Latina para garantir segurança contra cartéis de drogas.
Ele foi o segundo líder a discursar na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, depois do discurso do presidente Lula.
Trump usou seu discurso para falar sobre as ações americanas na Venezuela e o combate a organizações criminosas na América Latina e no Caribe.
Em sua fala, ele comparou as gangues latino-americanas ao grupo terrorista Estado Islâmico.
"Nossas ações na Venezuela são prova de que os Estados Unidos não vão mais permitir que ameaças à América ganhem posição de destaque no hemisfério ocidental e, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA", disse.
"Depois de chegar ao cargo, eu designei os cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras e desencadeei uma operação com as Forças Armadas Americanas para eliminá-los. Os cartéis são o Estado Islâmico do hemisfério ocidental".
Ao falar sobre a relação dos EUA com a América Latina, Trump afirmou ainda que o regime de Cuba "está sob a maior pressão até hoje".
"Estamos pensando também numa mudança radical em Cuba, onde o regime comunista está sob a maior pressão que jamais esteve. É um regime absolutamente falido, um Estado falido. E vai cair", disse.
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O presidente americano também afirmou que seu secretário de Estado, Marco Rubio, está conduzindo negociações com o governo cubano. "Nós não vamos deixar que haja um porto seguro para o terror na nossa porta", disse.
Lula e Trump não se encontraram nos bastidores
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Lula e Donald Trump não se encontraram nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, segundo fontes próximas ao presidente brasileiro informaram à BBC News Brasil.
Naquele momento, o governo brasileiro tentava uma saída diplomática para o primeiro tarifaço aplicado por Donald Trump ao país. Também se discutia a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, sob a acusação de o ministro do STF ter agido politicamente na condenação de Jair Bolsonaro.
O episódio foi um ponto de virada na relação entre os dois chefes de Estado, que passaram a dialogar e até tiveram um encontro presencial, que resultou na retirada de tarifas e sanções ao Brasil.
A relação voltou a desandar nos últimos meses, contudo.
O momento atual é particularmente delicado: a duas semanas das eleições brasileiras, com uma disputa comercial ainda sem solução e sob o risco de uma nova rodada de sanções do governo Trump contra autoridades brasileiras.
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