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Wednesday, November 4, 2026

Vereador usa símbolo de perseguição nazista em sessão na Câmara de Taubaté

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Oitenta e um anos após a queda do Terceiro Reich, a Alemanha Nazista, o político subiu a tribuna trajando uma camiseta com a estrela de seis pontas, desenhada com linhas pretas sobre um fundo amarelo.

Em 1938, Reinhard Heydrich, chefe do Departamento Central de Segurança do Reich, passou a defender que os judeus utilizassem símbolos para que fossem facilmente identificados e perseguidos.

Agora no g1

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Inicialmente, na Polônia, os judeus foram forçados a utilizar uma braçadeira branca com uma estrela azul.

Até que, 1º de setembro de 1941, Heydrich publicou um decreto que entraria em vigor naquele mês.

O texto detalhava: "A estrela pintada de preto sobre um fundo de tecido amarelo, do tamanho de um pires de mão, com o dizer 'Jude' [...], deverá ser portada de forma visível, costurada sobre o peito esquerdo da vestimenta."

Alberto Barreto trocou a inscrição “judeu” por “não vacinado”.

E fez um discurso contra três moções de repúdio apresentadas pelo vereador Isaac do Carmo (PT).

As moções tratam, de modo geral, a perseguições, ameaças, e ataques a lideranças indígenas, comerciantes, prestadores de serviços e empresas associados à esquerda.

“É sempre assim: quando é direita, é crime. Quando é esquerda, é liberdade de expressão. Eu sou a favor da liberdade”, afirmou Alberto Barreto.

Cerca de 2,7 milhões de judeus foram presos e assassinados em centros de extermínio durante o nazismo, de acordo com a Enciclopédia do Holocausto.

Em nota, o vereador Alberto Barreto afirmou que fez a camiseta na época da pandemia e que “a inscrição ‘não vacinado’ foi um alerta muito sério sobre a gênese dos regimes totalitários”.

O político disse ainda que não teve intenção de fazer uma comparação direta com o extermínio em si, mas sim chamar a atenção para o processo de estigmatização, identificação e segregação que precede o colapso das liberdades individuais.

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