13h. Gonçalo Matias prevê maioria absoluta da AD em 2029
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O Jornal da Uma. Miguel, começamos este jornal com o ministro da Reforma do Estado, acredita que a AD vai ganhar as eleições com maioria absoluta em 2029.
Gonçalo Matias, em grande entrevista ao Observador, acredita no objetivo da maioria nas próximas eleições legislativas, defendendo a estabilidade política, diz que o PSD e o CDS vão conseguir esse objetivo de Luís Montenegro em 2029.
"Em 2029, quando tivermos eleições, ao fim de quatro anos de reformas, e quando os efeitos das reformas se sentirem verdadeiramente na vida das pessoas, eu não tenho a mais pequena dúvida que essas eleições serão ganhas pela AD com maioria absoluta".
Gonçalo Matias, que desvaloriza os casos à volta do colega de governo Luís Neves, diz que a situação do ministro da Administração Interna não está no topo das preocupações dos portugueses.
Eu não estou a dizer que é um caso irrelevante, eu só estou a dizer é que o país se deve preocupar e está certamente preocupado. Se perguntar aos portugueses qual é o ranking das suas preocupações, garanto-lhe que o caso não está lá nesse ranking de preocupações. As preocupações dos portugueses estão com o nível de vida, estão com as suas dificuldades, estão com a educação dos seus filhos, estão com a saúde, estão com a burocracia. É aí que está a preocupação dos portugueses e das famílias e das empresas, e é sobre isso que nós estamos a trabalhar todos os dias.
Gonçalo Matias, em entrevista ao Subscuta da Rádio Observador, o ministro adjunto e da Reforma do Estado, que diz que as poupanças com a reforma da Administração Pública podem atingir os seis mil milhões de euros de poupança. O ministro, nesta entrevista, que tenta dar ainda uma interpretação às palavras do ministro da Economia e da ministra do Ambiente sobre as poupanças que devem ser feitas neste momento, diz que nas várias crises foram sempre pedidos esforços aos portugueses.
Se vivemos uma dificuldade coletiva, todos devemos contribuir coletivamente para não-
Mas não são os nossos hábitos individuais, neste caso muito concreto, que vão fazer baixar o preço dos combustíveis.
O que eu quero dizer com isso é que todos podemos atuar em conjunto. Enfim, vamos pensar, nós atravessamos várias crises em Portugal nas últimas décadas. Tivemos a crise financeira em 2011, tivemos o Covid, que nos afetou a todos. Em todas essas alturas-
Estamos permanentemente em crise.
É verdade, mas muitas delas também são internacionais. O Covid era internacional, esta agora é internacional. Em todos esses momentos, foi pedido às pessoas um esforço coletivo.
Gonçalo Matias, ministro adjunto e da Reforma do Estado, em entrevista ao Observador, uma entrevista conduzida pelos jornalistas Luís Rosa e Miguel Santos Carrapatoso.
José Luís Carneiro acusa o governo de querer atuar à margem da Assembleia da República no que toca à habitação.
O secretário-geral do PS está em cabeceiras de baixo e critica a política do governo para a habitação. Em causa está o novo regime do arrendamento urbano, com José Luís Carneiro a dizer que o governo quer uma carta branca do Parlamento.
Eu apelo ao governo para que não queira legislar à margem da Assembleia da República no que respeita à liberalização dos despejos, particularmente nas grandes cidades, nos grandes meios urbanos. O governo quer legislar à margem da Assembleia da República, e isso não é aceitável, e também não é aceitável que se queira fragilizar a relação contratual com inquilinos que, vivendo nas grandes cidades, pessoas com idade, com escassez, tem muito que ver com pensões, que são pensões baixas, e que, naturalmente, nesta altura em que estão a olhar para o que se está a passar em Espanha, nomeadamente em Madrid, estão a ficar muito inquietas com aquilo que se está a passar.
José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas aqui captadas pela CNN Portugal, numa referência às manifestações em Madrid por causa do caso de uma senhora com 87 anos que foi despejada de casa. O secretário-geral do PS, que desvaloriza ainda a proposta da AD para limitar o acesso de estrangeiros ao Serviço Nacional de Saúde.
Neste momento, a minha preocupação é aquela que tem que ver com a vida das pessoas. E aquilo que tem que ver com a vida das pessoas é tomar medidas que diminuam os impactos do aumento dos combustíveis sobre a vida das pessoas. A redução do custo com os combustíveis, a redução dos custos com a eletricidade e com o gás, a redução dos custos com os bens alimentares, o apoio a setores econômicos mais expostos a esta crise é aquilo que é fundamental. Sempre que há incapacidade ou incompetência do governo responder a estas necessidades, procuram trazer temas laterais. E eu não me quero colocar nos temas laterais.
Secretário-geral do PS, em declarações aos jornalistas nesta visita a Cabeceiras de Basto.
Mário Centeno acusa o primeiro-ministro de governar sob o discurso do medo.
E de não dar explicações suficientes ao país. Em entrevista ao programa Conversa Capital da Antena Um e do Jornal de Negócios, o antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco Portugal reage aos avisos de Luís Montenegro. O primeiro-ministro disse que não quer ser o pai da austeridade, nem fazer com que Portugal regresse a tempos de tragédia, numa referência à Troika. E, por isso, Centeno pergunta: o que Montenegro sabe que Portugal ainda não conhece?
Eu acho que não é de ânimo leve que um primeiro-ministro diz aquilo que o primeiro-ministro Luís Montenegro disse na semana passada. O que temos que pedir a seguir, e ele tem que estar disposto a conceder-nos, que é saber o que está por trás daquela frase. E, portanto, eu acho que temos que respeitar aquilo que o primeiro-ministro nos deu a ouvir, ficar preocupados, não entrar em depressão. Foi uma das questões que eu não percebi muito bem, porque os primeiros-ministros normalmente tendem a ter discursos mais mobilizadores. Governar sob o medo é péssimo. E, portanto, quando o primeiro-ministro nos mete medo, nós havemos de perguntar a nós próprios o que é que ele sabe que nós não sabemos.
Mário Centeno lançou recentemente um livro sobre a passagem pelo governo. Diz ainda que as contas públicas enfrentam um déficit profundo. Acredita que se Bruxelas não redefinir as metas orçamentais impostas a Portugal, o Estado terá de efetuar um corte de 12 bilhões de euros nos próximos dois anos.
Vários homens foram presos numa base aérea britânica por suspeitas de crimes relacionados com explosivos.
A polícia declarou um incidente grave e evacuou algumas propriedades nas proximidades. É o que avança o jornal Político, sem especificar quantos homens estão envolvidos neste incidente na base de Fairford, no sudoeste de Inglaterra. A BBC avança que a Unidade de Contra-Terrorismo da Polícia Britânica está agora no local a investigar o incidente. O primeiro-ministro britânico Andy Burnham também já foi informado. Esta base tem sido utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos para operações militares contra o regime iraniano.
E o Irão diz que está ciente que os Estados Unidos não gostaram da proposta para reabrir o Estreito de Ormuz.
Donald Trump rejeitou o plano apresentado por Teerão. O chefe da diplomacia do Irão admite que ainda aguarda uma posição definitiva da administração norte-americana. No gabinete de guerra de hoje, na Rádio Observador, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, explica a razão de os Estados Unidos terem rejeitado a proposta, diz que o Irão teria benefícios financeiros e que os Estados Unidos apenas teriam a promessa de um acordo.
Parece-me que o Irão iria receber benefícios econômicos imediatos, mas os Estados Unidos apenas poderiam receber uma promessa de negociação, sobretudo em relação ao acordo nuclear. E por isso os Estados Unidos poderão ter considerado esta proposta insuficiente. Aliás, Donald Trump, eu também já vi agora de manhã, disse que o Irão está a tentar chegar a um acordo porque está a perder alguma margem de manobra do ponto de vista negocial.
Liliana Reis explica também que para os Estados Unidos aceitarem o acordo, era necessário a Arábia Saudita e Israel darem luz verde.
A aceitação deste acordo por parte dos Estados Unidos também necessitaria da anuência por parte de Israel e por parte da Arábia Saudita, uma vez que tinha o Líbano e o Iémen no seu acordo. Por isso, aquilo que me parece é que neste momento o objetivo do Irão também é ganhar tempo e aliviar a pressão e sobretudo colocar os Estados Unidos na posição de quem tem que dizer não à diplomacia.
A especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, no gabinete de guerra da Rádio Observador. Depois da rejeição da proposta iraniana, os Estados Unidos enviaram emissários a exigir medidas para isolar economicamente Teerão. A informação foi avançada pelo secretário do Tesouro norte-americano na rede social X, que diz ainda que esses esforços estão a dar frutos.
Olhamos ainda para outras notícias em destaque nesta tarde de domingo.
A taxa de carbono, imposto aplicado à gasolina e ao gasóleo, vai render este ano mais de 750 milhões de euros ao Estado. É o valor estimado de receita que o Governo vai arrecadar com este imposto num ano marcado pela subida dos preços dos combustíveis. Cerca de 60% da receita é transferida para o Fundo Ambiental, que financia, entre outras medidas, o transporte público nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e também nas comunidades intermunicipais espalhadas por todo o país. Estas contas foram avançadas pelo jornal Correio da Manhã.
Fica por aqui o Jornal da Uma, edição do Miguel Viterbo Dias. Há mais notícias há uma e meia.
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