Flávio e Lula vão disputar segundo turno da eleição presidencial de 2026

O senador do PL deve ter o apoio imediato de Romeu Zema (Novo), declaradamente antipetista, e ainda pode contar com a adesão de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Ainda no primeiro turno, setores do mercado financeiro já o colocavam como favorito para derrotar Lula no segundo turno.
Enquanto será cobrado a prestar esclarecimentos sobre suas relações com Daniel Vorcaro e o financiamento do filme de seu pai, Flávio deve explorar ainda mais o caso Moraes e as suspeitas envolvendo o filho mais velho de Lula e o ex-chefe de gabinete dele com a lobista Roberta Luchsinger, também alvos de inquérito no STF.
Fortalecido pelas ações de André Mendonça, o senador tem utilizado o racha no STF para sustentar a narrativa de que uma ala da Corte atua alinhada ao Palácio do Planalto e que é preciso derrotar Lula porque o próximo presidente terá o direito de indicar mais quatro ministros para o Supremo.
No primeiro turno, Flávio soube conciliar os ataques a ministros do Supremo com a imagem de 'Bolsonaro moderado'. Ainda assim, ele projetou uma campanha inspirada no pai, replicando locais e símbolos consagrados pelo ex-presidente, como motociatas e até a realização de transmissões ao vivo semanais.
Em um arroubo que fez lembrar o pai, o candidato do PL acusou a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de conluio com o PT após ser alvo de notícias falsas durante a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Para tentar desviar o foco do episódio, ele anunciou que compareceria ao debate da TV Globo, o último do primeiro turno, mesmo sob a ausência de Lula. No entanto, recuou momentos antes após decisões judiciais que proibiram mostrar o púlpito vazio destinado a Lula e garantiram a participação do adversário Renan Santos (Missão) no evento.
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