Flamengo assumiu risco de não bater meta de vendas para segurar peças-chave; veja quem recebeu propostas

Clube, que tenta ser bicampeão brasileiro e da Libertadores em dois anos seguidos, poderia ter alcançado previsão orçamentária com ofertas recusadas na última janela; Fla tenta feito inédito
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O Flamengo arrecadou R$ 170 milhões em 2026 e assumiu o risco de fechar o ano sem atingir a meta de R$ 250 milhões em vendas para manter seus principais jogadores.
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Durante a última janela, a diretoria recusou propostas oficiais milionárias da Roma, Besiktas e Aston Villa pelos titulares Samuel Lino, Léo Pereira e Emerson Royal.
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A permanência do elenco visa o inédito bicampeonato consecutivo do Brasileirão e da Libertadores. Atualmente, o clube lidera a Série A e disputa a semifinal continental.
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O clube também rejeitou ofertas de R$ 58 milhões do Grupo City e do Parma pelo jovem zagueiro João Victor, de 19 anos, visando valorização futura.
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Caso não conquiste títulos, o diretor José Boto alertou que o clube poderá vender atletas importantes em 2027 para honrar compromissos financeiros e evitar punições.

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Samuel Lino, do Flamengo, durante partida contra o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro. — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Mas a decisão da diretoria foi não abrir mão de peças consideradas importantes e assumir o risco financeiro para tentar buscar um feito inédito: conquistar o bicampeonato brasileiro e da Libertadores em dois anos seguidos. O Flamengo é o líder da Série A faltando 10 rodadas para o fim e está na semifinal do torneio continental.
Além de Lino, Léo Pereira e Royal, o Flamengo também recusou duas propostas, cada uma de 10 milhões de euros (cerca de R$ 58 milhões), por João Victor: uma do Grupo City e outra do Parma, da Itália. Diferentemente do trio, o zagueiro de 19 anos ainda é pouco aproveitado no time principal. A diretoria decidiu não vendê-lo por acreditar que o jovem tem potencial para jogar no profissional no futuro e se valorizar no mercado.
Leonardo Jardim e José Boto conversam no Flamengo — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Em caso de título da Libertadores, o Flamengo lucraria cerca de R$ 90 milhões a mais do que o orçado para o torneio, valor suficiente para cobrir a diferença na meta não batida de vendas. Por outro lado, um eventual rombo financeiro, aliado ao risco de perder o seu patrocinador master, pode forçar o clube a negociar jogadores importantes do elenco logo no início de 2027.
— Nós estamos a trabalhar sobre vários cenários. Isso vai ter implicação em todo o planejamento do futebol. Nos piores cenários, podemos ter que ir para a venda de jogadores e a não reposição. Pode acontecer termos que vender os jogadores para termos esse dinheiro para pagarmos os compromissos que temos. Porque nós não vamos ficar devendo esse dinheiro que temos que pagar, até porque depois tem implicações, transfer bans e essas coisas todas — disse o diretor de futebol José Boto, em entrevista coletiva na semana passada no Ninho do Urubu.
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