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Friday, October 16, 2026

Salão do Automóvel de Paris amplia disputa no segmento de carros elétricos na Europa

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Paris Embora a presença de marcas chinesas tenha chamado a atenção na edição 2026 do Salão do Automóvel de Paris, o fato mais relevante do evento que termina neste domingo (18) é a reação das marcas europeias diante desse avanço. Pela primeira vez, as montadoras tradicionais exibiram lançamentos e protótipos capazes de competir em preço e aptidões com os elétricos asiáticos.

Ao apresentar produtos com maior potencial de vendas, as fabricantes buscam proteger seu próprio espaço enquanto tentam ampliar a presença global.

"A Europa representa hoje mais de 50% das nossas atividades", diz Ivan Segal, vice-presidente global de vendas da Renault . "Nossa ambição é chegar a uma distribuição equilibrada, de 50% para cada região."

Carro elétrico vermelho com portas abertas em palco iluminado, cercado por público em evento interno. Telas ao fundo exibem imagens aéreas de plantações.
Público se aglomera ao redor do protótipo que antecipa a futura geração elétrica do Citroën 2CV; modelo é exibido no Salão do Automóvel de Paris 2026 - Benoit Tessier - 13.out.26/Reuters

O público tem respondido bem às novidades das marcas em Paris. Na terça (13), primeiro dia do evento, a multidão que foi ao Expo Porte de Versailles fez fila para ver de perto modelos a bateria que acabam de chegar às lojas, como o novo Renault Twingo. Entre os conceitos, a segunda geração do clássico Citroën 2CV, carro mais icônico da França, passou o dia cercado pelo público.

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Os valores de ambos são competitivos diante de rivais como o BYD Dolphin Mini, que custa a partir de € 19.990 (R$ 112,5 mil) na França. O Twingo é oferecido por € 19.490 (R$ 110,1 mil) em seu país de origem, enquanto o 2CV tem preço inicial estimado em € 15 mil (R$ 84,7 mil). Seu lançamento está previsto para 2028.

Após obter resultados ruins nas vendas dos primeiros modelos da linha ID, a Volkswagen também se movimenta para recuperar espaço entre os veículos elétricos. A principal novidade apresentada pela empresa no Salão de Paris é a versão a bateria do SUV médio Tiguan, que deve substituir o ID.4. Sua autonomia é estimada em 600 quilômetros, segundo a marca alemã.

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A Audi exibe o A2, um hatch elétrico de porte compacto e suspensão elevada que vai concorrer com o Volvo EX30. Apesar de o nome remeter a um monovolume diminuto lançado em 1999, a versão atual tem proposta bem diferente. A tração é traseira, com versões cujas potências variam de 170 cv a 326 cv. O preço vai partir do equivalente a R$ 215 mil na Europa.

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Até a italiana Lancia exibe um novo carro na França. Parte do grupo Stellantis, a marca dá uma prova de vida com o novo Gamma, cuja versão elétrica tem alcance estimado em até 741 km na versão Long Range. Seu nome remete à uma linha de carros lançada há 50 anos, mas não há saudosismo nas formas. A opção atual tem carroceria no estilo SUV cupê, comum a tantos outros utilitários modernos.

Entre os subcompactos, o destaque do Salão de Paris é o novo Smart. Com apenas dois lugares e 2,75 metros de comprimento, o modelo retoma o estilo original e o apelo estritamente urbano. O carrinho foi projetado pela Mercedes-Benz, mas a produção será na China. Desde 2019, a empresa alemã e a Geely dividem o controle da marca.

Devido à origem, o Smart não terá um preço tão atraente para o seu porte. O modelo vai pagar mais impostos que os concorrentes produzidos na Europa, e seu preço vai partir de aproximadamente R$ 115 mil.

Embora as montadoras do Velho Mundo pareçam mais preparadas para encarar a concorrência asiática, as barreiras tributárias e de volume de importações ainda são partes fundamentais da estratégia de resistência.

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