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Sunday, October 25, 2026

Vulcão no Japão que teve erupção gigante há 7.300 anos volta a acumular magma

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Cientistas identificaram uma grande reserva de magma sob a Caldeira Kikai, no sul do Japão, a profundidades entre 2,5 e seis quilômetros. O estudo, publicado na revista Communications Earth & Environment, indica que o sistema vulcânico continua recebendo material derretido cerca de 7.300 anos após uma das maiores erupções dos últimos milênios. A pesquisa sísmica revelou uma região parcialmente fundida, composta também por rochas sólidas e cristais. Apesar da descoberta, não há indicação de que uma nova erupção de grandes proporções seja iminente, e os pesquisadores ainda não sabem a velocidade de acumulação do magma nem quando o sistema poderia produzir outro evento de grande magnitude.

Uma grande reserva de magma foi identificada sob a Caldeira Kikai, estrutura vulcânica localizada no mar, ao sul da ilha japonesa de Kyushu. A descoberta, publicada na revista científica Communications Earth & Environment, indica que o sistema continua recebendo material do interior da Terra cerca de 7.300 anos após uma das maiores erupções vulcânicas dos últimos milênios.

De acordo com o estudo, o material parcialmente derretido está localizado entre 2,5 e seis quilômetros de profundidade, diretamente abaixo da caldeira. Os pesquisadores estimam que apenas entre 3% e 6% do volume da região seja composto por material fundido, proporção que pode chegar a aproximadamente 10%, dependendo do modelo utilizado. O restante pode incluir rochas sólidas e cristais, o que significa que a estrutura não corresponde necessariamente a uma câmara preenchida por magma líquido.

A pesquisa não indica que uma nova erupção de grandes proporções seja iminente. Os cientistas ainda não conseguiram determinar quando o processo de reposição do material fundido começou, em que velocidade ele ocorre ou quanto tempo seria necessário para que o sistema pudesse produzir outro evento de magnitude semelhante ao registrado no passado.

Uma das maiores erupções dos últimos milênios

Há aproximadamente 7.300 anos, a Caldeira Kikai foi palco da erupção Kikai-Akahoya, que liberou um volume estimado entre 133 e 183 quilômetros cúbicos de rocha sólida equivalente. O evento está entre as maiores erupções vulcânicas conhecidas dos últimos milhares de anos e provocou mudanças significativas na região.

Caldeiras são grandes depressões que podem se formar quando a retirada de grandes quantidades de magma de um reservatório subterrâneo provoca o afundamento do terreno. Após a erupção Kikai-Akahoya, o sistema vulcânico continuou apresentando sinais de atividade, incluindo a formação de uma grande estrutura de lava no centro da caldeira.

A identificação do reservatório atual ajuda a explicar como sistemas vulcânicos podem voltar a acumular material derretido muito tempo depois de uma erupção de grandes proporções. O fenômeno também oferece pistas sobre os processos que permitem a recomposição de reservatórios subterrâneos após a liberação de grandes volumes de magma.

Como os cientistas identificaram o reservatório

Para investigar a estrutura subterrânea, a equipe realizou um levantamento sísmico com 39 sismômetros instalados no fundo do oceano. Os pesquisadores também utilizaram equipamentos que emitiram ondas sonoras por meio de canhões de ar comprimido. Ao analisar a velocidade com que essas ondas atravessaram as diferentes camadas subterrâneas, foi possível identificar características dos materiais presentes sob a caldeira.

Os cientistas observaram uma região na qual as ondas se propagavam mais lentamente, um comportamento compatível com a presença de materiais menos rígidos e parcialmente fundidos. A localização dessa anomalia, diretamente abaixo da caldeira, reforçou a hipótese de que existe ali um reservatório de magma.

Os resultados sugerem que novos volumes de material derretido estão sendo introduzidos na estrutura subterrânea, em um processo descrito como reinjeção de material fundido. Nesse mecanismo, o magma produzido em regiões mais profundas da Terra volta a alimentar o reservatório que pode ter abastecido a antiga erupção.

Perguntas frequentes

Onde foi identificada a reserva de magma?

A reserva foi identificada sob a Caldeira Kikai, uma estrutura vulcânica localizada no mar, ao sul da ilha japonesa de Kyushu, entre 2,5 e seis quilômetros de profundidade.

O que foi a erupção Kikai-Akahoya?

Foi uma das maiores erupções vulcânicas dos últimos milênios, ocorrida há aproximadamente 7.300 anos. O evento liberou um volume estimado entre 133 e 183 quilômetros cúbicos de rocha sólida equivalente.

Como os cientistas descobriram o reservatório de magma?

Os pesquisadores realizaram um levantamento sísmico com 39 sismômetros instalados no fundo do oceano e equipamentos que emitiram ondas sonoras. A análise da velocidade dessas ondas revelou uma região subterrânea menos rígida, compatível com a presença de material parcialmente derretido.

O reservatório é formado inteiramente por magma líquido?

Não. Segundo as estimativas do estudo, entre 3% e 6% do volume da região é composto por material fundido, proporção que pode chegar a aproximadamente 10%, dependendo do modelo utilizado. O restante pode incluir rochas sólidas e cristais.

A descoberta significa que uma nova grande erupção está próxima?

Não. Os pesquisadores não afirmam que uma nova erupção de grandes proporções seja iminente. Ainda não se sabe quando a reinjeção de material fundido começou, em que velocidade o magma se acumula ou quanto tempo seria necessário para uma nova erupção de grande magnitude.

O que a descoberta revela sobre a atividade vulcânica da Caldeira Kikai?

O estudo indica que o sistema vulcânico continua recebendo material derretido do interior da Terra milhares de anos após a erupção Kikai-Akahoya. A descoberta ajuda os cientistas a compreender como grandes reservatórios de magma se recompõem após erupções gigantescas.

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