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Thursday, October 8, 2026

1h. Protestos e vigilias em Espanha após morte de Maricarmen

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Boa hora. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. Noite de protestos e vigílias em Espanha, na sequência da morte de Mari Carmen Abascal. Centenas de pessoas que estavam acampadas na Puerta del Sol, em Madrid, abandonaram o local e marcharam até o Congresso dos Deputados, em frente ao Parlamento, onde na semana passada dois decretos do governo para a habitação foram chumbados. Os manifestantes gritaram que Mari Carmen não morreu, foi assassinada.

Não é morte, é um assassinato! Mari Carmen vive! Não está morta! Somos senhorios! Somos senhorios!

A revolta de centenas de pessoas que se concentraram em frente ao Congresso dos Deputados em Madrid, na sequência da morte de Mari Carmen. Houve um minuto de silêncio e foram acesas velas em memória da idosa, também junto à casa onde Mari Carmen viveu durante 70 anos e de onde foi despejada, no bairro do Retiro. Dezenas de pessoas juntaram-se esta noite numa vigília de homenagem, com uma greve geral marcada para o dia 11 de novembro. Os manifestantes prometem não deixar as ruas e continuar a lutar pelo direito à habitação. Mari Carmen morreu esta quarta-feira, aos 87 anos. Estava hospitalizada desde o dia em que foi despejada de casa, há duas semanas. As imagens da idosa a ser retirada de maca pelos bombeiros, enquanto centenas de pessoas se concentravam junto ao prédio para tentar impedir o despejo, tornaram-na um símbolo da luta contra a crise habitacional em Espanha. David Biléu.

Tornou-se o rosto de uma luta maior. Mari Carmen Abascal tinha 87 anos e vivia há 70 anos na mesma casa em Madrid. O contrato de arrendamento tinha sido assinado pelo pai em 1956. Depois da morte do pai, passou para a mãe e, quando esta morreu, para Mari Carmen. Mas a lei espanhola não permitia uma segunda transmissão do contrato nas condições em causa. A proprietária recorreu aos tribunais e depois de vários anos de processo e quatro tentativas de despejo, acabou por conseguir retirar Mari Carmen de casa. Foi a 23 de setembro. A idosa saiu numa maca e foi levada para o hospital. O caso provocou uma onda de protestos em várias cidades espanholas contra a crise da habitação. Perante a pressão, foi alcançado um acordo que permitiria a Mari Carmen regressar a casa, mas chegou tarde demais. Mari Carmen Abascal morreu esta quarta-feira no Hospital Gregorio Marañón, onde estava internada desde o dia do despejo.

Em comunicado, o Sindicato de Inquilinos, responsável pelos protestos, lamenta a morte de Mari Carmen e acrescenta que embora um acordo histórico tenha sido alcançado, que permitiria à idosa regressar a casa, a solução chegou tarde demais. Entretanto, os principais líderes políticos espanhóis já reagiram também à morte de Mari Carmen Abascal. Através de uma publicação na rede social X, o primeiro-ministro Pedro Sánchez deixou uma mensagem de pesar à família e aos amigos da idosa de 87 anos. Sánchez enviou ainda um abraço a todos os que hoje sentem esta perda como própria. Também na rede social X, o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, pediu respeito e que a morte da idosa não seja utilizada politicamente. "Nem campanha, nem partidos, nem utilização interessada, não mais pedras no muro", escreve Feijóo na publicação, onde deixa ainda as condolências à família. Mari Carmen morreu esta quarta-feira, duas semanas depois ter sido despejada da casa onde vivia há 70 anos, em Madrid. Na atualidade nacional, o governo entrega esta quinta-feira a proposta de Orçamento do Estado no Parlamento, dois dias antes do prazo limite. Por lei, a proposta orçamental tem de entrar formalmente na Assembleia da República até o dia 10 de outubro. De acordo com uma nota do governo, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, vai entregar o documento no Parlamento às 14h15. Já às 16h, acontece no Ministério das Finanças a habitual conferência de imprensa sobre o Orçamento do Estado para 2027. Depois de entregue o documento, o Parlamento vai debater, na generalidade, a proposta nos dias 27 e 28 de outubro. A votação final global está prevista para 24 de novembro. E o líder do PS, José Luís Carneiro, diz que não espera surpresas na proposta de Orçamento do Estado para 2027 e volta a confirmar a viabilização. Em declarações aos jornalistas em Lisboa, o secretário-geral do PS reafirma que o partido não vai empurrar Portugal para um precipício e diz acreditar na palavra do primeiro-ministro e do ministro das Finanças sobre o conteúdo do orçamento.

Não vejo que o governo apresente uma proposta que altere substantivamente aquilo que já apresentou à direção da bancada parlamentar. Naturalmente que se trouxesse cortes nas pensões, aumentos dos impostos, alterações do Serviço Nacional de Saúde, isso seriam propostas que seriam inaceitáveis. Mas estou a crer na palavra que foi dada pelo primeiro-ministro e também pelo ministro das Finanças.

Declarações de José Luís Carneiro, depois de ter anunciado na semana passada a decisão de propor aos órgãos do partido a abstenção na votação do Orçamento do Estado para 2027. O líder socialista foi ainda questionado sobre os alertas de Mário Centeno sobre o aumento da despesa pública. O secretário-geral do PS diz que é o saldo da Segurança Social que salva o país do déficit e sublinha que o partido nunca vai ser responsável pelo desequilíbrio das contas do Estado. André Ventura insiste que o presidente da Assembleia da República está a proteger Luís Neves. Em causa, a data escolhida para o início da Comissão Parlamentar de Inquérito, conhecida esta quarta-feira. A conferência de líderes deliberou que as duas novas comissões ao ministro da Administração Interna e à questão dos exames nacionais vão ser constituídas na próxima semana, a 14 de outubro, mas não deverão ter reuniões até à votação final do orçamento, ou seja, até o final de novembro. Perante a decisão, o presidente do Chega acusa José Pedro Aguiar Branco de não querer que Luís Neves seja investigado.

Este é um conflito porque o presidente da Assembleia da República está a fazer todo o possível e o impossível para que esta investigação não avance

Ou para que ela perca o seu sentido. Nós já tivemos, em casos de maior urgência, comissões de inquérito a decorrer. Já tivemos três a decorrer ao mesmo tempo. Já tivemos outros casos em que não. Já houve pedidos de suspensão, já houve pedidos para não suspensão e sempre, que me recorde, da parte de todos os presidentes da Assembleia da República, houve tolerância àquele que era o entendimento ou do grupo que propõe a comissão de inquérito, sendo ela potestativa, ou da maioria, sendo ela uma comissão ordinária.

Por este motivo, André Ventura anunciou também que o Chega vai pedir que a comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Administração Interna comece imediatamente na data definida, sem adiamentos.

Logo que esta comissão seja constituída, dia 14, vamos propor que ela não suspenda os trabalhos durante o Orçamento do Estado e vamos propor que ela inicie imediatamente os trabalhos que tem que fazer e que é o dever dos deputados levarem a cabo, que é não pararem de trabalhar, independentemente dos momentos do ano em que se encontram.

Apesar de já estar agendada a constituição da comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves, ficou marcado um debate de urgência para esta quinta-feira, a pedido do Chega, sobre os trabalhos no Parlamento. O partido de André Ventura queixa-se de uma tentativa de bloqueio ao escrutínio por parte de José Pedro Aguiar Branco. O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, critica Mário Centeno, diz que o antigo governador do Banco de Portugal não tem ideias para o país. Em entrevista à Observador, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o eurodeputado e porta-voz do PSD reagiu ao artigo de opinião de Mário Centeno, no qual o antigo ministro e governador diz que Luís Montenegro tem menos controle nas contas públicas do que José Sócrates. À Vício Suave da Rádio Observador, Sebastião Bugalho diz que Centeno foi habilidoso e critica a falta de ideias.

Logo que esta comissão seja constituída, dia 14, vamos propor que ela não suspenda os trabalhos durante o Orçamento do Estado.

Não era este o registo que queríamos ouvir. Agora, sim, as críticas de Sebastião Bugalho.

Lendo aquilo que ele vem dizendo, é que ele não tem uma única ideia para o país. Como devem imaginar, não sou um crítico da autoestima, pelo contrário, pratico bastante. Mas parece-me extraordinário que alguém que foi ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente do Eurogrupo, tendo tido ambições também no Banco Central Europeu e no FMI, aparentemente rogadas, que a única ideia que tem para o país é ele próprio.

Sebastião Bugalho, em entrevista à Rádio Observador, que vai para o ar na íntegra esta quinta-feira. O social-democrata afasta ainda uma mudança de estratégia no relacionamento entre o governo, o PSD, o PS, aliás, e o Chega. Para Sebastião Bugalho, chegar a acordo com os socialistas seria um bônus para o partido de André Ventura.

O PSD e esta liderança do PSD estão convencidos, e até agora eu ainda não cruzei com nenhum dado que desmente isso, que esta é a forma mais responsável de preservar o sistema político. Se houvesse uma ambiência de Bloco Central, seria o sonho de André Ventura, porque faria campanha contra todo o sistema aliado em conjunto, como aliás tenta fazer mesmo quando nós não estamos aliados em conjunto. Ele já faz essa campanha sem essa ocorrência, imagine se ocorresse de fato.

O eurodeputado e porta-voz do PSD, entrevista à Vício Suave da Rádio Observador, gravada no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. No desporto, André Villas-Boas pede o bicampeonato no futebol e deixa rasgados elogios a Francesco Farioli. Na edição número 39 dos Prêmios Dragão d'Ouro, no Pavilhão Rosa Mota, o presidente do Futebol Clube do Porto abriu o evento com vários agradecimentos aos responsáveis das conquistas da temporada passada, com especial destaque para o futebol. Villas-Boas afirma que Francesco Farioli foi uma grande aposta na temporada passada e destaca o sentido de responsabilidade do técnico azul e branco.

O seu mérito não está apenas no método e no conhecimento do jogo, mas também na capacidade de unir, de ouvir e de fazer cada jogador acreditar na importância do seu contributo. O título reflete a competência da sua equipa técnica, o rigor do vosso trabalho e a excelente gestão humana de elementos fundamentais ao dia a dia de uma equipa de futebol. A confiança e a ligação que esta família criou com ele reconhecem também a sua humanidade. Há um ano afirmamos a nossa convicção na sua escolha. Hoje agradecemos a forma como a honrou, sabendo que é o primeiro a exigir cada vez mais de nós.

Com liderança isolada no campeonato, o presidente dos Dragões pede concentração e rigor no detalhe para a revalidação do título nacional.

Já conquistamos as Super Taças de futebol e de basquetebol, mas queremos mais. Queremos ser campeões nacionais de futebol novamente e voltar a ganhar em todas as modalidades. Isso exige atenção ao detalhe, concentração e humildade para corrigir sempre o que estiver errado. Ser o campeão em título aumenta a responsabilidade, não diminui o trabalho. A união que celebramos hoje tem que continuar nas bancadas, nos balneários e em cada departamento, porque o próximo título não se conquista com a recordação do anterior.

André Villas-Boas, o presidente do Futebol Clube do Porto, na intervenção inicial dos Prêmios Dragão d'Ouro, num registo do Porto Canal. Ponto final nesta edição da 01:00. As notícias estão de regresso à 13:30.

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