Agregador Inteligov/EXAME: Bezerra tem 41,11%, Dias, 21,75%, e Xavier, 21,69% no Rio Grande do Norte
Em 20 dias, a disputa pelo governo do Rio Grande do Norte sofreu mudanças e tornou a possibilidade de um segundo turno diferente do que vinha se desenhando. Os dados são da última rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME na última sexta-feira, 2.
Alysson Bezerra (União) registra 41,11% das intenções de voto. Desde a medição do dia 17 de setembro, ele cresceu 8,38 pontos percentuais, sendo 4,49 pp só na última semana.
Já o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), encontrou seu pior patamar com 21,75%. Ele caiu 3,72 p.p. em duas semanas, sendo 1,82 nos últimos dias. Ao longo de agosto, ele chegou a ficar a 7,54 pontos de Bezerra como segundo colocado.
Cadu Xavier (PT), por sua vez, vem em uma crescente desde o final de julho, atingindo seu ápice nesta edição, com 21,69%, quase ultrapassando Dias. Ele cresceu 2,35 pp na última semana antes do primeiro turno.
Entre os demais candidatos, Rodrigo Lúcio Vieira, conhecido como Rodrigo Bolsonaro (Agir), tem 0,70%. Robério Paulino (PSOL) tem 0,47%. Dário Barbosa (PSTU) tem 0,27%. Henrique Lyra (PCO) tem 0,05%. Godeiro Linharess (DC) tem 0,05% e Arinalda do MLB (UP) tem 0,03%.
De acordo com o medidor de tendência do agregador, a maior tendência de alta é de Cadu Xavier, com + 1,11 pp. Alysson tende a uma alta de 0,62 pp. Dias tendem a uma queda de 0,34 pp.
Veja os detalhes do Agregador aqui.

Como funciona o agregador?
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até 1 de outubro de 2026 , por exemplo, a base recebeu 49 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 552 levantamentos considerados na iteração anterior.
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