Homem com transtorno mental é espancado até a morte ao ser confundido com ladrão

Cláudio foi levado a uma rua mais isolada, onde sofreu pauladas na cabeça - Foto: Reprodução
Um homem identificado como Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, morreu na noite de terça-feira (11) em Copacabana (RJ), após ser espancado por um grupo de pessoas que o confundiu com um ladrão. O crime ocorreu por volta das 22h, após um segurança de um restaurante suspeitar que a bicicleta que ele usava fosse roubada. Cláudio foi levado a uma rua mais isolada, onde sofreu pauladas na cabeça. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na quarta-feira (12).
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A vítima, conhecida no bairro como Bart, apelido herdado do personagem dos Simpsons, tinha transtornos mentais e fazia acompanhamento. Morador de Botafogo, saiu de casa por volta das 22h30 com uma bicicleta que pertencia a uma de suas irmãs. Na altura do número 35 da Rua Barata Ribeiro, foi abordado por um segurança que perguntou se a bicicleta era dele. De acordo com a irmã Fabiana Motta Landeiro Hansen, ele não soube se expressar e respondeu que não, em vez de explicar que o veículo era da irmã. O segurança, identificado como Davi Santos Machado, reteve a bicicleta e afirmou que só a devolveria quando o suposto proprietário chegasse.
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O vigilante teria desferido um soco em Cláudio para que ele largasse a bicicleta. Em seguida, um grupo de entregadores chegou ao local, levou a vítima para a Rua Felipe de Oliveira, uma via mais escura e isolada, e iniciou uma série de agressões. O porteiro do prédio, Jorge Pires, afirmou que viu a cena: "As imagens mostram uma violência muito grande. Bateram muito mesmo".
Cláudio foi espancado com pauladas na cabeça. Peritos estiveram no local do crime na terça-feira (19) e recolheram amostras de sangue e material na calçada. A causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia interna. A bicicleta foi deixada no local das agressões.
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A família contesta a acusação de furto. A mãe de Cláudio, Ana Luísa, afirmou que ele não tinha antecedentes criminais. A irmã Fabiana descreveu o irmão como "um homem bom, de coração puro, quieto e mal falava". Ela acrescentou: "Estamos desoladas e queremos justiça. Espero que a polícia faça toda a investigação e puna todos os responsáveis por essa atrocidade". Nathália, outra irmã, afirmou que a família foi avisada pelo hospital sobre a internação.
O caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) e é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A corporação informou que agentes realizam diligências para esclarecer as circunstâncias da morte. O segurança Davi Santos Machado prestou depoimento. Moradores do bairro relataram em redes sociais que o mesmo segurança já teria agredido outras pessoas, muitas em situação de rua.
A Polícia Militar informou que não foi acionada para a ocorrência. A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos no espancamento.
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