Presidente paraguaio enfrenta julgamento de destituição em meio a protestos por crise bancária
A polícia estimou em 5 mil o número de pesssoas que se reuniram no entorno do Congresso, onde houve confrontos entre os jovens e a força pública.
- Renúncia e julgamento -
Peña anunciou sua renúncia pouco depois do meio-dia, após perder o apoio de seu próprio partido no Congresso. Minutos depois, deputados votaram por unanimidade a abertura de um julgamento político contra ele e rejeitaram a abertura de outro contra o vice-presidente do país, Pedro Alliana, a quem cabe suceder a Peña.
"Tomei a decisão de apresentar minha renúncia (...) Quero pedir desculpas ao povo se, em algum momento, falhei", disse Peña em um vídeo publicado no X, onde ressaltou que sua prioridade é "a tranquilidade dos paraguaios que confiaram suas economias" ao sistema financeiro do país.
Durante a tarde, uma sessão de ambas as câmaras destinada a se pronunciar sobre a renúncia de Peña foi levantada por falta de quórum. Minutos depois, senadores governistas anunciaram que se iniciaria o processo de impeachment contra o presidente.
À noite, o Senado realizou outra sessão extraordinária, para apresentar a acusação, e marcou o início do julgamento para as 10h locais desta sexta-feira. "Aqui foi montado um esquema criminoso que se dedicou a esvaziar um banco com a proteção de instituições que ele controlava como presidente da república", destacou na acusação o deputado opositor Raúl Benítez
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