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Monday, October 12, 2026

Flávio tenta deter rateio de um governo que ainda não obteve

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Josias de Souza

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Opinião

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República Imagem: Adriano Machado - 06.out.26/Reuters

Nada mais difícil do que reassumir as rédeas depois de colocar a carroça na frente dos cavalos. Os votos do primeiro turno mal foram contados e já pipocaram no noticiário nomes de ministeriáveis de Flávio Bolsonaro. A coisa fugiu a tal ponto do controle que o candidato foi às redes sociais para interromper a partilha de cargos de um governo que ainda não conquistou.

"Fica o alerta", escreveu Flávio. "Qualquer pessoa que esteja usando o meu nome e prometendo cargos ou ministérios é um picareta! Não acredite!" O filho de Bolsonaro esqueceu de mencionar a própria picaretagem, pois há na praça gente que já se considera nomeada para o quase-hipotético-futuro-governo Flávio.

Faltam 14 dias para libertarmos o Brasil do cativeiro do pt! Cada voto importa! Converse com quem não foi votar no primeiro turno, procure quem ainda está indeciso. Ganhar mais um voto é fundamental neste momento! E fica o alerta: qualquer pessoa que esteja usando o meu nome e prometendo cargos ou ministérios é um picareta! Não acredite! Vamos juntos construir um novo Brasil!

-- Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 11, 2026

Dias atrás, o coach Pablo Marçal disse numa entrevista: "Vou fazer parte do próximo governo". Insinuou ter recebido não uma sondagem, mas um convite. Terceirizou os detalhes ao quase-talvez-suposto-futuro presidente: "Eu sou funcionário nesse caso. Então, é ele quem vai anunciar."

O problema não é a pressa na partilha de ministérios. A questão é que, mesmo se for eleito, Flávio Bolsonaro não terá autonomia plena para definir o rateio dos cargos. Por uma razão simples: se chegar ao Planalto, o primogênito será um presidente da cota de Jair Bolsonaro.

Opinião

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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