Ludmilla sobre novo single 'Bi Festinha': 'Diversão e liberdade'

Cantora falou com a Quem sobre projeto de verão, que resgata sonoridade do FunkMilla
Ludmilla lança no dia 5 de novembro a canção Bi Festinha, termo usado para designar pessoas que se identificam como heterossexuais, mas beijam outras do mesmo sexo em algumas ocasiões. Em conversa com a Quem, a cantora — que acaba de gravar o clipe da música no centro do Rio de Janeiro — explicou a proposta, que será a primeira do projeto de verão Fervo da Lud. Confira!
Por que acredita que é a hora de resgatar o FunkMilla?
Encerrei recentemente a era Fragmentos, um projeto de sucesso, com músicas mais românticas que convidavam à reflexão e à identificação. Agora, com a chegada do verão, quis trazer uma proposta mais animada, para dançar e curtir as festas e o Carnaval. Assim nasce o EP 'Fervo da Lud', que estreia no dia 5 de novembro com Bi Festinha, uma faixa que resgata a sonoridade do FunkMilla e traz de volta uma energia que meus fãs estavam com saudade de ouvir.
Algo mudou em sua relação com o funk dessa época até agora? O quê?
Acredito que hoje, com mais experiência de vida e de carreira, eu tenha ainda mais consciência da força e da diversidade do funk. Eu consigo revisitar a essência do FunkMilla com mais maturidade, mas sem perder a espontaneidade e a irreverência que sempre fizeram parte do meu trabalho.
Por que o Centro do Rio foi o cenário escolhido para Bi Festinha? Esse espaço representa algo para a história que você quer contar?
O Centro do Rio tem uma energia, diversidade e espontaneidade que combinam muito com Bi Festinha. Queríamos um cenário com essa atmosfera urbana, de encontro e festa, que traduzisse a liberdade e a diversão da música. O Rio tem essa capacidade de transformar o cotidiano em algo leve, e isso tem tudo a ver com a proposta do projeto. Quero que o EP Fervo da Lud seja a trilha sonora do verão, das festas ao Carnaval, com muita dança, diversão e liberdade!
Você construiu uma carreira marcada pela capacidade de transitar entre diferentes gêneros musicais. Como encontrar o equilíbrio entre experimentar novidades e entregar o que o público já gosta de ouvir?
Para mim, esse equilíbrio acontece quando a música tem verdade e personalidade. Ao mesmo tempo, sei que o público se conecta com características que reconhece em mim, como a energia, a atitude e a vontade de fazer todo mundo dançar. Em Fervo da Lud, por exemplo, resgato a essência do FunkMila, mas vamos ter também ritmos do Sudeste ao Nordeste.
Você construiu uma identidade artística bastante versátil. O que ainda te desafia e te instiga a experimentar coisas novas?
O que mais me instiga é saber que ainda existem muitas possibilidades para explorar, para mostrar o meu talento. Gosto de descobrir sonoridades, trazer novas referências para o meu trabalho e até mesmo testar misturas, entender como diferentes ritmos podem se encontrar. Acho que esse é o desafio mais interessante: me reinventar, experimentar sem medo e continuar fazendo músicas que tenham a minha personalidade e que as pessoas queiram ouvir, cantar e dançar.
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