As notícias das 00h
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É meia-noite. As notícias com Ricardo Lopes.
Começamos este jornal com um aviso de Rui Tavares a André Ventura. O Livre admite processar o Chega por ter insinuado que o partido pode ter sido responsável pelo assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento. Foi um aviso deixado na rentrée política do Livre, que acontece até amanhã na Alfândega do Porto. Rui Tavares acusa Ventura de ser um fabulador compulsivo, que inventa qualquer tipo de história. Diz que André Ventura está nervoso porque a narrativa do assalto ao gabinete está mal contada e sublinha que o Chega não tem o direito de arrastar nem o Livre, nem o PSD, também visado nas acusações de Ventura, para esta política de lama. Rui Tavares considera que estas insinuações ultrapassam todos os limites e ameaça mesmo avançar para tribunal.
Da nossa parte, nós deixamos muito claro. Esta é uma mensagem de que cesse e desista de o fazer, porque senão nós, evidentemente, iremos para os tribunais se tiver que ser e nos poderemos constituir assistentes do processo que há de haver por causa da história do próprio gabinete. Somos gente séria, gente honesta, que não aceita ser arrastada para a lama, que jamais faria uma coisa dessa no gabinete de outros, mas também uma coisa é clara: nunca nos passaria pela cabeça, seria inconcebível fazermos no nosso próprio gabinete. E muita gente em Portugal acha que do Chega não se pode dizer o mesmo.
Declarações de Rui Tavares esta noite na rentrée política do Livre. Voltamos a falar de André Ventura, porque acusa José Luís Carneiro de mentir e diz que o Partido Socialista está alinhado com o governo para não descer o imposto sobre os combustíveis. Depois de ontem André Ventura ter desafiado diretamente José Luís Carneiro a votar ao lado do Chega na proposta que apresentou para descer o IVA dos combustíveis de 23 para 13%, o secretário-geral socialista não se quis comprometer com o sentido de voto do PS e lembra, inclusive, que o Chega já chumbou, por duas vezes, iniciativas apresentadas pelo PS para reduzir o IVA nos combustíveis. Hoje, novamente com a mira sob José Luís Carneiro, André Ventura diz que o PS está sem liderança e que se juntou ao governo para não descer o IVA dos combustíveis.
O secretário-geral do Partido Socialista optou por mentir, mais uma vez, provavelmente porque em acordo com o governo não querem descer o IVA dos combustíveis, mas acabou por fazê-lo. Tivemos hoje a oportunidade de confirmar aquilo que era para nós evidente, mas que merecia que o país pudesse escrutinar, para se ver o descaramento com que mente o líder do Partido Socialista e a hipocrisia com que o faz. É, por isso, um rol de mentiras que nos deve levantar a preocupação sobre quem é o líder do Partido Socialista, sobre a capacidade que tem de mentir, a facilidade com que o faz e a capacidade de gerar ou de produzir com simpatia uma mentira tão descarada.
André Ventura, esta tarde, na sede do Chega, novamente a deixar largas críticas a José Luís Carneiro. Neste jornal falamos também do Presidente da República. Os portugueses veem com bons olhos o trabalho de António José Seguro. Uma sondagem da Pitagórica revela uma taxa de aprovação de quase 70% nos primeiros seis meses de mandato. O chefe de Estado reúne um amplo consenso no país, com 69% dos inquiridos a considerar que António José Seguro tem desempenhado bem as funções de Presidente da República. Apenas 20% manifesta desagrado pela forma como o presidente tem exercido o cargo. A avaliação positiva é transversal à sociedade, mas ganha ainda maior destaque no eleitorado feminino, onde a aprovação é superior aos 70%. Olhando para o mapa do país, o Norte também se destaca como principal bastião de apoio ao chefe de Estado. Os valores mais contidos surgem apenas no Oeste e Vale do Tejo, bem como na zona Sul do país e nas ilhas, territórios onde, ainda assim, seis em cada 10 inquiridos apoiam a atuação de António José Seguro. No plano partidário, recolhe uma simpatia expressiva de quase todas as forças políticas, com o PS a liderar este entusiasmo. O único partido onde o saldo é menos favorável é o Chega, onde as opiniões se dividem. Quarenta e três por cento dos inquiridos simpatizam com a atuação de António José Seguro, enquanto 42 analisam com desagrado o desempenho. Falamos agora de inteligência artificial. O alerta foi dado pelo CEO da Anthropic e agora Elon Musk e Sam Altman concordam: é mesmo preciso pôr um travão no ritmo do desenvolvimento da inteligência artificial. Temos de abrandar o ritmo, são estas as palavras do CEO da Anthropic. É uma declaração que surge depois de esta semana um investigador e engenheiro se demitir da empresa e ter alertado que a inteligência artificial pode matar-nos a todos até ao fim da década. Agora, Amodei sublinha que não se trata apenas de investir na prevenção de riscos, mas também há a necessidade de regular o ritmo de avanço das capacidades para que a prevenção de riscos tenha tempo de acompanhar essa evolução. Para tal, propõe um plano de três etapas. João Paulo Dim, jornalista do Observador, explica em que consiste parte desse plano.
Cada empresa pioneira do setor, neste caso a Anthropic, a OpenAI, a empresa também xAI do Elon Musk, entre outras, devem comprometer-se a conceder um acesso a avaliadores externos, ou seja, trazer pessoas de fora das empresas para estarem a trabalhar dentro da empresa.
Esse é o primeiro ponto.
Exatamente. No fundo, como se fosse nos bancos, em que se trazem pessoas dos reguladores e dos supervisores para monitorizarem este desenvolvimento. Depois, muito sinteticamente, o segundo passo diz respeito a uma coordenação do setor, em que pede que todas as empresas definam normas de segurança comuns.
A última e terceira etapa deste plano traçado pelo CEO da Anthropic visa uma cooperação a nível global, não só das empresas, mas também dos governos dos países democráticos, com os Estados Unidos a comandar este esforço. Na análise, à Rádio Observador, Arlindo Oliveira, investigador e antigo presidente do Instituto Superior Técnico, diz que vai ser muito difícil pôr os países de acordo quanto à regulamentação da inteligência artificial e diz que estamos já a correr atrás do problema.
Só há regulamentação na China, nos Estados Unidos, na Europa, no Japão A Rússia seguir no Médio Oriente para desenvolver modelos, impor restrições aos modelos, ao que eles podem fazer. Se toda a gente se pusesse de acordo, não estou a ver muito bem esses blocos todos a porem-se de acordo relativamente a uma regulamentação mundial. Eu acho que a regulamentação está a acontecer, o regulamento de inteligência artificial na Europa é um deles, existe alguma regulamentação em alguns estados americanos, como a Califórnia, coloca de fato algumas restrições ao que as empresas podem ou não fazer, mas está a correr um bocadinho atrás do problema, porque a regulação geralmente regulamenta o que se sabe que existe e não o que vai existir daqui a três meses.
Análise de Arlindo Oliveira, antigo presidente do Instituto Superior Técnico, entrevistado pela jornalista Maria Miguel Marques sobre a necessidade de travar o desenvolvimento da inteligência artificial. Este tema é aprofundado a esta hora na manchete do Observador, onde está também disponível na íntegra a tradução do artigo do CEO da Anthropic, com o qual Elon Musk e Sam Altman concordaram. Falamos agora de futebol. O Futebol Clube do Porto foi até Rio Maior vencer o Casa Pia por quatro bolas a uma. O campeão nacional segue assim invicto nesta edição do campeonato. Neste jogo até começou a perder, mas conseguiu a reviravolta no marcador e acabou até com uma vitória folgada. O Casa Pia fez um 1 x 0 de grande penalidade convertida por Henrique Araújo ao minuto 43. Nessa altura, o ataque menos eficaz do campeonato ganhava a melhor defesa da Liga, mas foi por pouco tempo. Ainda antes do intervalo, já em tempo de compensação, André Silva num canto igualou a partida para os Dragões, um igual ao intervalo. Na segunda parte, o Futebol Clube do Porto conseguiu alargar a vantagem à hora de jogo, por intermédio do defesa central Kívior, com outro gol de bola parada. Borja Sainz fez o 3 x 1 aos 67 minutos e o reforço Santiago Gimenez consumou a vitória dos Dragões já para lá do minuto 90, fez o 4 x 1 através de pênalti. Na zona de entrevistas rápidas, Alexandre Santana, técnico adjunto do Casa Pia, diz que ainda não conseguiu vencer neste campeonato. Aliás, destaca algumas melhorias na equipa, mas diz que não quer que haja vitórias morais.
Depois de ver estes jogos, eu acho que vamos fazer coisas muito bonitas. Agora, claro que vitórias morais valem o que valem. Olhamos para o processo, ok, gostamos do processo, os jogadores compraram a ideia. Estamos a trabalhar bastante para ter exibições como a que fizemos hoje. E sim, mais tarde ou mais cedo, vamos ter que fazer pontos e fazer mais pontos do que aquilo que fizemos até agora. É para isso que trabalhamos e é nisso que acreditamos.
Casa Pia segue como lanterna vermelha, é o último classificado do campeonato. Do outro lado, Francesco Farioli destaca a boa reação da equipa depois da derrota para a Liga dos Campeões, a meio da semana, diz que o Casa Pia consegue sempre criar dificuldades e deixa no ar críticas a coisas estranhas que aconteceram. Era importante reagir depois da derrota a meio da semana, por isso acho que a resposta foi positiva. A reação depois do gol foi boa, mantivemos a calma e o controle e é um resultado importante num campo e num jogo que são sempre difíceis, sobretudo quando também acontecem muitas coisas estranhas. Francesco Farioli, com largas críticas à arbitragem, diz que devia ter sido assinalado um pênalti logo no primeiro minuto sobre Bednarek e critica também o pênalti assinalado contra o Futebol Clube do Porto. Tudo dito neste jornal da meia-noite. A informação está de regresso em formato síntese à meia-noite e meia, já com edição do jornalista Miguel Pina Andrade.
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