Marqueteiros lideram gastos das campanhas de Tarcísio e Haddad

Nobel e Antunes atuaram nas campanhas de Tarcísio e Haddad em 2022. O argentino foi responsável por assinar a vitória do ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) em sua estreia nas urnas.
Hoje em lados opostos, os publicitários trabalharam juntos no passado. Em 2002, eles atuaram na campanha de Lula, liderada por Duda Mendonça. Antunes se manteve como referência nas equipes petistas, mas Nobel seguiu outros caminhos. Nesta eleição, além do governador, sua agência é responsável por liderar as estratégias de marketing dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Tarcísio e Haddad podem gastar até R$ 26,6 milhões no primeiro turno. O teto, definido pelo TSE, ainda não foi alcançado nesta primeira prestação de contas. O candidato do PT declarou R$ 12,2 milhões de despesas, enquanto o governador registrou R$ 23,1 milhões, dos quais R$ 12,7 milhões foram pagos.
Gestores financeiros
Tarcísio também repetiu neste ano o administrador financeiro responsável por sua campanha. O governador manteve Maurício Pozzobon Martins, seu cunhado, à frente da gestão dos recursos. Casado com a irmã da primeira-dama Cristiane Freitas, o militar da reserva é o dono do apartamento usado pelo governador, em 2022, para comprovar seu domicílio eleitoral em São Paulo.
Na eleição daquele ano, Martins recebeu R$ 60 mil da campanha de Tarcísio —R$ 40 mil no primeiro turno e R$ 20 mil na última etapa. Na corrida pela reeleição, o governador já pagou R$ 120 mil ao cunhado. Os dados foram repassados pela equipe ao TSE: uma nota foi emitida no primeiro dia da campanha, 16 de agosto, e a outra em 4 de setembro. Mas, diferentemente de 2022, agora, Martins abriu uma empresa.
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