No Senado, um Bolsonaro fujão não perde por esperar. Ganha!


Flávio Bolsonaro tornou-se um senador peculiar. Foragido nos Estados Unidos, exerce o mandato remotamente. Na terça-feira, votou pelo celular a favor da PEC da Segurança Pública. Na quarta, nomeou dois novos assessores para o gabinete que deixou de frequentar. Na quinta-feira, dedicou-se a criticar o país que abandonou.
Quer dizer: Flávio Bolsonaro recebe salário do Tesouro Nacional para falar mal do país no estrangeiro. Apresenta-se nos EUA como líder legítimo do Brasil. E questiona a legitimidade das instituições e do processo eleitoral do país que alega liderar. Sem apresentar evidências, gastou saliva numa entrevista e numa conferência conservadora para convencer os americanos de que a democracia brasileira não é confiável.
Além do salário mensal de R$ 46,4 mil, o autoexilado continua dispondo da verba de gabinete e da cota parlamentar. Somados, os gastos com o mandato ultrapassam R$ 400 mil mensais. Seu mandato termina no final de janeiro. Até lá, Flávio Bolsonaro espetará no bolso dos brasileiros uma conta de cerca de R$ 1,2 milhão. Num botequim de esquina, abandonar o emprego dá demissão por justa causa. No Senado, o fujão não perde por esperar. Ganha.
Opinião
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