Ataque russo a uma estação de trem na Ucrânia aumenta preocupação com escalada do conflito na Europa

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Um drone da Rússia atingiu a locomotiva de um trem de passageiros no oeste da Ucrânia - a 2 km da Polônia e da fronteira com a Otan. Ninguém ficou ferido.

Ataque russo atinge trem perto da fronteira entre Ucrânia e Polônia
Um ataque russo a uma estação de trem na Ucrânia aumentou a preocupação com uma escalada do conflito na Europa.
A explosão é no meio da plataforma. Quem está na estação corre para se proteger. O drone russo atinge a locomotiva de um trem de passageiros no oeste da Ucrânia - a 2 km da Polônia e da fronteira com a Otan. Ninguém ficou ferido.
Mas o que tinha acontecido pouco antes na mesma estação aumenta a gravidade do ataque. Um trem diplomático acabava de passar por ali. Levava políticos e diplomatas europeus que voltavam de Kiev. Entre eles, o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson. O ex-diretor da CIA David Petraeus estava na estação no momento do ataque.
O Kremlin não respondeu à suspeita de que o trem diplomático fosse o alvo. Afirmou ter atacado infraestruturas de transporte de cargas militares e que as forças russas vão continuar atuando em todo o território ucraniano.
Ataque russo a uma estação de trem na Ucrânia aumenta preocupação com escalada do conflito na Europa — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A proximidade com a Polônia deu ao episódio uma dimensão ainda mais sensível. Alemanha e França viram no ataque uma tentativa de levar o medo para mais perto da Europa. A chefe da diplomacia da União Europeia afirmou que o bombardeio tinha outro recado: intimidar os países europeus para que deixem de apoiar a Ucrânia. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, avisou:
“Se Vladimir Putin acha que pode nos impedir de apoiar a Ucrânia e minar nossa unidade, ele está enganado”.
O governo da Lituânia informou que um caça da Otan abateu um drone russo que invadiu o espaço aéreo lituano. Nos últimos quatro meses, aviões da aliança militar já derrubaram drones russos sobre a Estônia e a Letônia, que, assim como a Lituânia, já fizeram parte da antiga União Soviética e, hoje, integram a Otan.
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